O tenista Quentin Folliot foi suspenso por um período de 20 anos após violar as regras de anticorrupção da modalidade: o francês foi acusado por cometer 27 infrações, anunciou esta quinta-feira a Agência Internacional para a Integridade do Ténis (ITIA).
Segunda a acusação, citada pelo jornal digital The Athletic, o tenista de 26 anos foi “peça central” numa rede de jogadores ao serviço de uma organização criminosa dedicada à manipulação de resultados de partidas nos circuitos profissionais de ténis.
Folliot negou todas as acusações dirigidas contra si, mas a acusação alega que o jogador cometeu as infrações durante um total de onze jogos no período entre 2022 e 2024.
O jogador foi obrigado a pagar uma multa de 70 mil dólares, assim como a devolver os cerca de 44 mil dólares (cerca de 37.000 euros) que recebeu pelas ações realizadas.
No relatório, citado no The Athletic a responsável anti corrupção Amani Khalifa descreveu Folliot como um instrumento facilitador de “uma rede criminal mais ampla, recrutando ativamente outros jogadores e tentando aprofundar a corrupção nos circuitos profissionais.”
Para além do tenista francês, outros cinco jogadores (Jaimee Floyd-Angele, Paul Valsecchi, Luc Fomba, Lucas Bouquet e Enzo Rimoli) também foram investigados e condenados, mas a suspensão aplicada a Folliot, até 2044, foi a mais longa.
*Texto editado por Cátia Andrea Costa