Milhares de pessoas regressaram a Bondi Beach esta segunda-feira para recordar as vítimas do ataque terrorista que provocou 15 mortos no passado domingo durante um festival judaico. A vigília foi montada do lado de fora do Bondi Pavillion, que fica no centro da praça onde estava a multidão alvo dos dois atiradores, identificados como Sajik e Naveed Akram, pai e filho, de 50 e 24 anos.

Naquele local foram colocadas flores e feitas diversas homenagens aos mortos. Também estiveram presentes autoridades políticas, como o primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, e a líder da oposição, Kellie Sloane, além da Governadora Geral da Austrália, Sam Mostyn, representante oficial do Rei Carlos III no país — o monarca britânico é o chefe de Estado da Austrália e de todos os países da Commonwealth.

Durante a noite, membros da comunidade judaica levaram ao memorial uma menorá, um candelabro com nove braços símbolo da Festa das Luzes, com mais de um metro e meio de altura. O braço central da menorá está sempre aceso e é a partir dele que se acendem os restantes braços — o que coincidiu com o marco das 24 horas desde o atentado no primeiro dia do festival de Hanucá. “Ontem foi um evento trágico, algo que as palavras não podem explicar”, disse o rabino Yossi Shuchat, à multidão presente, citado pela ABC Australa. “A luz sempre vai perseverar, a escuridão não pode continuar onde há luz”.

Além da vigília em Bondi Beach também foram realizados atos de homenagem às vítimas em Melbourne, onde milhares de pessoas se reuniram numa sinagoga em Caulfield, e no Hyde Park de Sydney.