Sete meses no cargo chegaram para que o Papa Leão XIV fosse incluído na lista de 55 pessoas “mais bem vestidas” do ano para a revista Vogue. O chefe da Igreja Católica está acompanhado por nomes como Bad Bunny, Rosalía e Timothée Chalamet.
Na edição publicada a 11 de dezembro, a Vogue descreve Leão XIV como um Papa que “acabou com os gostos mais humildes do seu antecessor” — e pelos quais Francisco era conhecido —, mas que manteve o alfaiate do argentino e “preservou o seu legado papal ao escolher trajes bem ajustadas à ocasião”. Acrescenta o jornal espanhol ABC que, mais do que o alfaiate, Leão XIV manteve a batina branca, que os pontífices vestem desde aproximadamente 1556.
A revista destaca as vestes da sua primeira saudação após ser eleito Pontífice como o seu melhor outfit de 2025. No dia 8 de maio, na varanda da Basílica de São Pedro, Leão XIV aparecia pela primeira vez aos fiéis como Papa: levava uma mozeta de cetim vermelho e uma estola bordada a ouro de vermelho vinho, combinadas com uma cruz pendurada num fio de seda dourado.
A Vogue destacou ainda o convite de Leão XIV a “lendas do cinema”, como Monica Bellucci e Cate Blanchett, para uma visita ao Vaticano, como uma tentativa de “modernizar a imagem da Igreja” e até “satisfazer a sua própria paixão pelo cinema”, que não esconde.
Num tom cómico, a revista remata a sua avaliação a Leão XIV dizendo que poder-se-á encontrar o Papa, “realisticamente, a percorrer a Cidade do Vaticano no papamóvel”, mas “nos nossos sonhos, a incluir o Festival de Cinema de Sundance na sua agenda papal (se Deus quiser)”.
Também Bad Bunny foi um dos destacados por “desfilar pelo tapete vermelho com fatos marcantes e por atuar com uma mistura eclética de peças que mostram um senso magistral de cor e de padrão com uma nostalgia irónica na medida certa”. No caso de Rosalía, elogia-se o facto de a cantora espanhola “se voltar para Deus e para um [vestido] McQueen vintage”. De Timothée Chalamet são destacados “os seus impecáveis fatos largos e lenços de seda, que substituem as gravatas”.
*Texto editado por Cátia Andrea Costa