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As notícias com Miguel Gato.

E para a manhã de hoje está marcada uma marcha lenta de caminhões que deve impactar três autoestradas, incluindo a A1. Os caminhonistas protestam contra o aumento do preço dos combustíveis. A iniciativa é organizada por empresários dos setores de extração de materiais, terraplanagem, escavação e transporte de terras. A passagem da fila de mais de 400 veículos deve coincidir com o período de maior tráfego entre as 08h e as 10h, num trajeto que, Miguel Pina Andrade, começa em Paredes e segue em direção a Coimbra.

A A42 vai ser a primeira autoestrada impactada pela manifestação. A fila segue depois pela autoestrada 41 e, por fim, entra na A1, a principal autoestrada do país. Os caminhões vão circular pela via mais à direita, isto porque o objetivo não é bloquear as estradas nem impedir o trânsito. À Rádio Observador, Miguel Machado Mendes, um dos organizadores do movimento Marcha Lenta, fala num sentimento de desespero por parte das empresas.

Neste momento, aquilo que une estas pessoas é efetivamente este desespero e estamos a ter a capacidade de juntar quer grandes empresas, quer pequenas empresas, mesmo aquelas que têm dois carros e que param a sua atividade para se juntarem a nós, porque eu julgo que toda a gente sente que da maneira que as coisas estão, a atividade destas empresas é insuportável.

Miguel Machado Mendes acrescenta que os apoios do governo não englobaram os setores envolvidos no protesto, o que aumentou ainda mais a motivação do movimento Marcha Lenta.

O facto de na semana anterior ter sido comunicado um apoio para o setor dos transportes, deixando órfão este setor, acaba por ser o dínamo que propiciou que estas pessoas se manifestassem, porque no dia de amanhã nós efetivamente vamos ver caminhões na rua. Mas é bom notar que estes caminhões não são caminhões que fazem transportes de mercadorias que estão abrangidas pelas medidas do governo.

Miguel Machado Mendes, um dos organizadores do movimento Marcha Lenta, em declarações à Rádio Observador. O ponto de chegada é Coimbra Sul. Depois a fila de centenas de veículos dá meia-volta e faz o percurso de 146 km de regresso ao ponto de partida.

Um trabalho do jornalista Miguel Pina Andrade sobre o movimento Marcha Lenta de cerca de 400 caminhões, que vão hoje desfilar pelas autoestradas portuguesas contra o aumento do preço dos combustíveis. Um trajeto que começa em Paredes e segue em direção a Coimbra. Também em protesto contra o impacto do aumento dos combustíveis, cerca de 30 empresas de transportes de mercadorias reúnem-se hoje para discutirem medidas de luta. E precisamente sobre este tema, na Assembleia Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro apela ao fim do masoquismo coletivo, que considera estar a causar a escalada dos preços dos combustíveis. O chefe do governo português, Luís Montenegro, pede que se faça um esforço coletivo para terminar com a guerra no Irão e reabrir definitivamente o estreito de Ormuz. Luís Montenegro frisa que esta é uma crise que não faz sentido.

Esta é uma crise insensata, porque é má para todos. E nós temos de acabar com esta espécie de masoquismo coletivo. E temos de o fazer rapidamente para encerrar este capítulo, que é um capítulo que gera um prejuízo para todos. Todos temos o dever de aprender com as lições da crise dos anos 70 e evitar o que então aconteceu. Seremos também todos julgados pela forma como formos capazes de lidar com este desafio.

O primeiro-ministro pede soluções conjuntas para os problemas que o mundo enfrenta, nomeadamente a crise da subida do preço dos combustíveis. Luís Montenegro, que neste discurso na Assembleia Geral da ONU apelou ainda ao fim da tragédia humanitária no Médio Oriente e insistiu ser necessário caminhar para uma solução de dois Estados entre Israel e Palestina. O primeiro-ministro, que discursou numa sala algo vazia, isto porque a intervenção anterior foi a de Benjamin Netanyahu. A intervenção do primeiro-ministro israelita foi recebida com muitos protestos dentro e fora da sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Mário Centeno não fecha a porta a um futuro regresso à política, mas para já diz que não está nos planos. Em entrevista ao "Expresso", o antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal diz que não gosta da palavra "nunca" e admite que o futuro pode trazer outros caminhos. Para já, garante que está focado na academia e nas intervenções públicas de partilha de conhecimento, mas diz também que há uma alternativa.

Tão mal faz ao Estado quem o despreza ou desmantela como quem abusa dele. Nós não podemos abusar do Estado, o Estado não chega para tudo o que objetivamente nós, quase todos, gostaríamos que ele nos desse e é esse equilíbrio e essa fusão que eu trago.

Mário Centeno, num excerto da entrevista ao jornal "Expresso", transmitido pela SIC Notícias. Mesmo sem ser filiado do Partido Socialista, Centeno assume-se de esquerda e acredita que o PS pode recuperar, desde que apresente propostas credíveis e que não rompa com o passado. Centeno deixa ainda um recado ao líder José Luís Carneiro, diz que deve preparar uma alternativa de forma discreta, coerente e com muita paciência. Neste momento, há dois incêndios ativos que põem as autoridades em alerta. Falamos do fogo no distrito de Resende, no distrito de Viseu, aliás, na localidade de Resende, no distrito de Viseu. Estão no terreno mais de 200 operacionais, apoiados por cerca de 60 viaturas no combate às chamas. Uma bombeira ficou ferida com gravidade em Resende. O outro fogo é em Odemira, no distrito de Beja, mobiliza mais de 400 operacionais e cerca de 150 veículos terrestres. Era o fogo que mais preocupava as autoridades ao final da noite, isto segundo o comandante Paulo Santos, da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

O incêndio mais preocupante é o de Nave Redonda, no Conselho de Odemira

Isto porquê? O incêndio desenvolve-se com várias frentes, ainda sem possibilidade de ser dominado. A registar o despiste do veículo florestal de combate a incêndios do Corpo de Bombeiros de Portimão, do qual resultaram dois feridos leves.

O comandante Paulo Santos, operacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em declarações à Rádio Observador, este fogo em Odemira também já fez dois feridos leves do Corpo de Bombeiros de Portimão. O presidente francês nega que a CIA tenha alertado França para um possível ataque russo com drones na Europa. Em entrevista à imprensa francesa, Emmanuel Macron diz que os serviços secretos do país não receberam qualquer aviso da agência norte-americana. Ainda assim, o chefe de Estado francês admite que as tensões estão a aumentar na Europa por causa da Rússia. Vamos escutar essas declarações de Emmanuel Macron.

Podemos desmentir essa informação. A CIA não informou os serviços franceses sobre tal ataque, e o ministro da Defesa italiano também não. Por isso, quanto a isso, posso dizer-vos que não. Por outro lado, sim, há uma situação em que a tensão está a aumentar, o que é preocupante, evidentemente, para a Ucrânia, que se encontra em guerra direta com a Rússia, e também para nós europeus, porque especialmente nas últimas semanas, os atos hostis têm-se multiplicado um pouco por toda a Europa.

O presidente francês Emmanuel Macron a negar que a CIA tenha alertado a França para um possível ataque russo com drones na Europa. A informação tinha sido avançada pelo jornal espanhol "El Mundo", que noticiou que França, Espanha e Itália poderiam ser alvo de uma operação russa com drones lançados a partir de navios mercantes. Macron admite ainda assim que França possa vir a ser alvo de um ataque deste tipo. Diz que um cenário semelhante ao ataque com um drone carregado de explosivos no aeroporto de Leipzig, na Alemanha, pode também acontecer em território francês. Na estreia de Jorge Jesus como selecionador nacional, Portugal venceu ontem à noite o País de Gales por 1 x 0, no Estádio José Alvalade. A equipe portuguesa marcou o único gol da partida à passagem do minuto 22, autoria de João Félix. No final do encontro, Jorge Jesus afirma que um dos segredos do triunfo português ontem esteve no trabalho defensivo.

Como é óbvio, o resultado é sempre importante, porque toda gente faz análise pelo resultado. E eu faço análise pelo resultado, que foi importante, mas faço também uma análise, mesmo que não ganhasse, pela organização defensiva da equipe. Reparem, a gente jogou contra Gales, fez-nos um remate num gol. Um remate num gol. A equipe defensivamente conseguiu segurar esta vitória. Foi a equipe defensivamente que conseguiu segurar esta vitória.

A análise do selecionador nacional, Jorge Jesus. Já João Félix, o autor do único gol da partida, admite que a exibição portuguesa foi melhor do que o resultado final.

Acho que a exibição foi muito boa para o primeiro jogo, para dois dias de treino com o mister. Assimilar as ideias todas não é fácil. Acho que, em modo geral, fizemos um grande jogo. Uma seleção que também não era fácil, mas soubemos controlar, soubemos pressionar, controlámos o jogo, acho que não os deixámos respirar. Inclusive criamos inúmeras oportunidades, não fizemos mais porque não calhou. Foi 1 x 0, mas acho que poderiam ter sido dois, três ou quatro. Mas de modo geral, estou muito contente com a exibição e acho que todos estão.

Declarações de João Félix. Portugal soma os primeiros três pontos na edição deste ano da Liga das Nações. O próximo jogo está marcado para domingo. A seleção portuguesa visita a Noruega, domingo, às 19h45.