Os doentes classificados como urgentes no hospital Amadora-Sintra enfrentaram nesta segunda-feira tempos de espera de quase 13 horas para a primeira observação nas urgências gerais, segundo dados do portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A informação disponível pelas 08h00 indicava que 19 doentes a quem foi atribuída a pulseira amarela (urgente) no Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) tinham de aguardar 12h41 horas para uma primeira observação.

Já os 14 doentes triados como pouco urgentes (pulseira verde) tinham um tempo de espera para serem observados por um médico de 19h32 horas.

Também por essa hora, em Loures, no Hospital Beatriz Ângelo, os 22 utentes com pulseira amarela aguardavam 07h17 horas.

No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a espera de doentes classificados como urgentes era de 05h59 horas, enquanto mais a norte, em Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), quem aguardava primeira observação no Hospital Santos Silva tinha uma espera de 04h36 horas.

Segundo o sistema de triagem, as situações muito urgentes (pulseira laranja) têm um atendimento recomendado nos 10 minutos seguintes à triagem, enquanto os casos urgentes (amarela) são de 60 minutos e os pouco urgentes (verdes) de 120 minutos.

As autoridades de saúde apelam à população para que, antes de se deslocar a uma urgência, contacte a Linha SNS24 (808 24 24 24) para receber orientação adequada.

A 9 de dezembro, o diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida, disse que a situação na ULS Amadora-Sintra, com tempos de espera elevados, era “o principal problema” do SNS de momento.

“Posso dizer que é o principal problema neste momento no SNS. Aquilo que mais preocupa a direção-executiva neste momento é a situação da ULS Amadora Sintra e, em especial, do Hospital Fernando da Fonseca”, disse sobre os elevados tempos de espera.