O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, descreveu o processo levado a cabo pelos Estados Unidos como estando dividido em “três etapas” e que incluem a saída de milhões de barris de petróleo para os EUA, a entrada de empresas na Venezuela e uma “transição” com um “processo de reabilitação nacional“, que inclui a libertação e regresso de oposicionistas.

As declarações do governante surgiram entre duas grandes reuniões que marcaram o dia nos EUA. Rubio, juntamente com o secretário da Defesa, Pete Hegseth, e outros funcionários da Casa Branca tiveram dois encontros à porta fechada com os membros das duas câmaras do Congresso norte-americano: Senado e Câmara dos Representantes. À saída, o responsável explicou com maior detalhe este processo que os norte-americanos já iniciaram.

Primeiro passo: a “estabilização”

O primeiro movimento descrito por Rubio é dedicado à “estabilização” da Venezuela, país que não querem que se “transforme no caos”. Uma das componentes para este processo, apontou, é a “quarentena” imposta pelos EUA ao petróleo venezuelano, referindo que “mais dois navios foram apreendidos”, e o acordo que vai ser executado para levar “30 a 50 milhões de barris de petróleo” sancionado para vender a “preços de mercado”.

“Esse dinheiro será gerido de forma a que possamos controlar como é distribuído, de modo a beneficiar o povo venezuelano, e não a corrupção nem o regime”, acrescentou.

Ao mesmo tempo que Rubio falava, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt também dava uma conferência na sala de imprensa da sede da Presidência norte-americana, na qual deu mais pormenores sobre como se movimentará o dinheiro da operação.

“Todas as receitas provenientes da venda de petróleo bruto e produtos da Venezuela serão primeiro depositadas em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos mundialmente, a fim de garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final das receitas”, revelou Karoline Leavitt, citada pela NBC News.

Depois, como já tinha avançado Rubio, “esses fundos serão distribuídos em benefício do povo americano e do povo venezuelano”. Porém, esta distribuição será feita “a critério do governo dos Estados Unidos”.

Segundo passo: a “recuperação”

A segunda etapa do processo é a “recuperação”, que se divide em dois principais pontos. Nesta fase, os EUA querem-se assegurar que “as empresas americanas, ocidentais e outras têm acesso ao mercado venezuelano de forma justa”.

Ao mesmo tempo, continuou Rubio, iniciar-se-á a construção do “processo de reconciliação nacional dentro da Venezuela”, para que “as forças da oposição possam ser amnistiadas e libertadas das prisões ou trazidas de volta para o país, começando a construção da sociedade civil”.

Por fim, a “transição”

O terceiro passo, acrescentou, é o da “transição”, sobre o qual Rubio não desenvolveu os contornos.

Porém, o responsável referiu que Washington tem “controlo e influência tremendos sobre o que as autoridades interinas” da Venezuela “fazem e conseguem fazer”.

“No fim, caberá ao povo venezuelano transformar o seu país”, concluiu.