Um incêndio deflagrou na quarta-feira à noite numa garagem de um prédio na Urbanização do Sistelo, em Paços de Ferreira, obrigando à evacuação de dois blocos de apartamentos, avançou o Jornal de Notícias e confirmou o Observador.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Paços de Ferreira estimou num primeiro momento à imprensa que 111 pessoas teriam sido retiradas. No entanto, uma vez que nem todos os apartamentos estavam ocupados quando o incêndio deflagrou, o número será inferior, mas ainda assim superior a 50 pessoas, explicou António Barbosa ao Observador. Cerca de 30 pessoas tiveram de ser alojadas num hotel em Paços de Ferreira, as restantes passaram a noite em casa de familiares.

Segundo o comandante, o alerta para o incêndio foi dado às 22h51. Foram mobilizados 33 operacionais e nove viaturas. Também esteve presente a GNR de Paços de Ferreira e de Freamunde, prevendo-se que na manhã desta quinta-feira a Polícia Judiciária se desloque ao local.

O incêndio começou na garagem, comum aos dois blocos e que “estava completamente cheia” de carros. “Aquilo é uma bola de neve. Quando nós chegámos aquilo estava com uma temperatura muito, muito elevada. Tivemos alguma dificuldade em conseguir entrar porque a carga térmica era muito, muito grande”, afirmou, explicando que os bombeiros conseguiram impedir que as chamas alastrassem para as habitações.

O comandante acrescentou que três pessoas, incluindo uma criança, foram assistidas por inalação de fumo, mas não quiseram ir ao hospital, e que há registo de “danos estruturais” nos dois blocos de apartamentos, que vão esta quinta-feira ser avaliados pelos serviços municipais da Câmara de Paços Ferreira. Além disso, 17 carros e quatro motas ficaram danificadas pelas chamas, outros 15 carros e uma mota ficaram completamente destruídos.

Fonte da Unidade de Comunicação e Imagem da Câmara Municipal de Paços de Ferreira disse à agência Lusa que o “edifício não oferece perigo ao nível da estrutura”. No entanto, as “infraestruturas da eletricidade, água e saneamento ficaram gravemente danificadas”, acrescentou a mesma fonte camarária, referindo que, quando houver autorização da Polícia Judiciária para entrar no edifício, a câmara pretende fazer o levantamento dos danos para poder atuar sobre os estragos.

O edifício foi selado e está a ser investigado pela Polícia Judiciária esta manhã, acrescentou a mesma fonte.