Durante cerca de 15 dias, quem entrava no site da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) encontrava uma página branca com uma legenda. “Pedimos desculpa. De momento, o site encontra-se em manutenção. Por favor, tente novamente mais tarde. Obrigado”. Esta sexta-feira, o portal voltou a ficar disponível, como tinha sido previsto.
“Concluído o período de implementação dos mecanismos de correção e das atualizações de segurança, informamos que a nossa página web está novamente disponível. Lamentamos qualquer inconveniente causado”, lê-se na página da Proteção Civil. Quando o erro foi noticiado, fonte garantiu ao Observador que já estava a ser procurada uma solução, que deveria surgir “durante a segunda semana de janeiro de 2026”, como acabou por acontecer.
O site estavam sem funcionar porque “no início do mês de dezembro”, foram identificadas e amplamente divulgadas “novas vulnerabilidades críticas em diversas tecnologias de gestão de conteúdos e plataformas web”. Por isso, a Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI) — que aloja e suporta a maioria das aplicações e sistemas críticos das Forças de Segurança e de Emergência do Ministério da Administração Interna — colocou em prática os “procedimentos necessários” que resultaram, durante a semana de 15 de dezembro, na “aplicação dos respetivos mecanismos de correção e atualizações de segurança.”
No entanto, e no caso específico deste site, verificou-se que “a aplicação dos referidos updates não eliminou de forma integral as vulnerabilidades identificadas”. Assim, “por razões estritamente preventivas e de segurança”, as autoridades optaram por “suspender temporariamente a publicação na internet do site institucional e do sistema público de ocorrências (SADO)”, com o objetivo de “evitar qualquer exposição a potenciais ataques ou intrusões”.
Esta “suspensão” que terminou esta sexta-feira foi “apenas” externa e não afetou a resposta operacional da Proteção Civil. “O SADO e os restantes sistemas continuam plenamente operacionais e acessíveis a todas as entidades do Estado com ligação através de circuitos privados da RNSI, abrangendo a maioria das instituições da Administração Central e da Administração Local, não existindo qualquer impacto na capacidade de resposta operacional ou na coordenação da proteção civil”, esclareceu a Proteção Civil em resposta ao Observador a 31 de dezembro de 2025.
Esta plataforma partilha notícias, avisos, comunicados, contactos e recomendações da Proteção Civil. Através das redes sociais, a autoridade continua a alertar os cidadãos para a “descida das temperaturas”, para a “segurança rodoviária” ou para os riscos de incêndios urbanos.
Ao contrário do que aconteceu durante vários meses, a página do site dedicada exclusivamente a ocorrências em todo o país está operacional. Esta parte relacionada com as ocorrências — onde surge informação sobre situações de emergência em curso, como inundações, incêndios ou outros acidentes — esteve indisponível durante algum tempo “devido a intervenções relacionadas com a manutenção e melhorias de sistema”. Tendo ocorrido “ algumas disrupções ao nível da divulgação da informação relacionada com as ocorrências”. Esta quarta-feira, esta página mantém-se ativa.