A tendência jogava a favor, a “regra” voltou a imperar. Com mais uma vitória no Dragão frente ao Benfica a contar para a Taça de Portugal, o FC Porto aumentou para seis o número de passagens nos últimos sete jogos com os encarnados na prova, sendo que numa das ocasiões a eliminatória acabou por seguir para segunda partida na Luz. Contas feitas, há 44 anos que os azuis e brancos não são afastados pelo rival em casa.

Bednarek, o sentido de um Porto que foi da Lello a Rui Veloso para se reerguer (a crónica do FC Porto-Benfica)

Em paralelo, o triunfo pela margem mínima com um golo de Bednarek na primeira parte fez com que o FC Porto somasse pela primeira vez na presente temporada cinco triunfos consecutivos no Dragão, dando continuidade à boa história recente na Taça de Portugal: ganhou em 2021/22 (Tondela), ganhou em 2022/23 (Sp. Braga), ganhou em 2023/24 (Sporting), está agora nas meias-finais e, nos últimos 27 encontros feitos na prova rainha do calendário nacional, somou 26 triunfos e uma só derrota, em Moreira de Cónegos na época passada quando Vítor Bruno era ainda treinador dos azuis e brancos. Ao todo, e olhando para a história de todas as edições da Taça de Portugal, o FC Porto chegou às meias em mais de metade (51 em 88).

Para isso imperou a solidez defensiva…  e a bola parada. Bednarek marcou o único na sequência de um canto, com um desvio de cabeça na zona do primeiro poste, confirmando que esta é a temporada com mais golos na sequência da pontapés de canto desde 2019/20, com 14 em 2025/26 para 17 nessa época com Sérgio Conceição. Depois de mais um golo sem golos sofridos, os azuis e brancos alcançaram também a sua melhor série de encontros consecutivos com a baliza em branco (quatro), sendo que é preciso recuar oito partidas para se encontrar um golo marcado na sequência de bola corrida (Samu, do V. Guimarães).

No final, entre músicas de Rui Veloso e outros cânticos virados para o Benfica, a festa foi grande e com direito a uma “farpa” a José Mourinho, que tinha dito antes do encontro que era fácil analisar o conjunto de Francesco Farioli. “Futebol Clube do Porto. Fáceis de analisar, difíceis de bater”, escreveu o clube no X.

“Pela aura que está cá, é sempre especial ganhar um jogo como estes. Obviamente passámos mas encarámos sempre como uma final, jogamos como treinamos. Ganhámos duelos, soubemos ter bola e estamos de parabéns, estamos todos juntos. Quero agradecer aos adeptos pelo apoio, junto somos mais fortes. Melhor equipa da Primeira Liga? Muito sinceramente, não vemos dessa maneira. Eu como capitão, e todos os capitães, tento manter os pés sempre no chão, o trabalho é sempre mais importante do que a qualidade. É esse o caminho, jogo a jogo”, comentou Diogo Costa à RTP após o encontro, entre elogios a Thiago Silva: “É um privilégio ter um jogador como o Thiago, não só para mim como para todo o clube”.

“Foi um jogo diferente, é um dia especial para ganhar. É sempre um rival com quem queremos competir e ganhar. Temos trabalhado da forma como jogamos, aqui sabemos que o trabalho é sempre melhor do que a qualidade. Bolas paradas? Hoje em dia tudo é importante, trabalhamos sempre no máximo e no pormenor. É sempre uma vitória importante porque ganhámos o jogo seguinte. Temos um jogo super complicado no domingo [com o V. Guimarães] e temos que mudar a página e seguir em frente. Renovação de Farioli? Acho que é extremamente merecida. É um treinador diferente. Sentimos que, para o pouco tempo que tem, tem muita experiência e é muito assertivo no que pensa e nas suas ideias. Com pessoas destas ao nosso lado, é mais fácil ganhar”, disse depois o guarda-redes internacional e capitão à SportTV.