Quando se fala em berlinas compridas, para oferecerem aos clientes um habitáculo mais generoso, todos pensam nas versões longas dos Audi A8, BMW Série 7 e Mercedes Classe S, cujos comprimentos oscilam entre 5,3 e 5,4 metros. Agora imagine-se as mordomias e o espaço que é expectável esperar ao entrar a bordo do Aznom L’Epoque, um concept com praticamente 8 metros de comprimento, que o coloca a par de um minibus dos grandes, ou a apenas dois metros dos autocarros da Carris.
A Aznom — essencialmente Monza escrito ao contrário — é um pequeno fabricante italiano conhecido por construir veículos em pequenas quantidades, a maioria deles com formas estranhas, que só com muito boa vontade se podem dizer de serem agradáveis à vista. Mas desta vez, com o L’Epoque, a Aznom acertou em cheio, pois a gigantesca berlina consegue ser futurista sem abdicar de traços elegantes e clássicos, numa fórmula que facilmente é atraente aos olhos da maioria.
Com dimensões exteriores que fazem um Rolls-Royce parecer um Mini, os 7,92 metros do L’Epoque oferecem um habitáculo comprido, com três filas de bancos com apenas duas poltronas por fila. E, para aceder ao interior, a berlina aposta em duas generosas portas dianteiras, que abrem deslizando para a frente, a que se juntam duas portas traseiras do tipo suicida (a abrir da frente para trás) que, para facilitar a vida aos mais altos, usufruem de uma parte do tejadilho que se eleva, permitindo encontrar um habitáculo tão ousado quanto rebuscado, onde impera o luxo e, claro está, o espaço.
Para mover este (belo) monstro, o L’Epoque monta quatro motores eléctricos, um por roda, que totalizam 1000 cv. Para alimentar tanto motor, a Aznom confiou numa bateria com 100 kWh, que certamente permitirá quatro ou cinco centenas de quilómetros entre visitas ao posto de carga. Mas quem é que depois de investir uns milhões numa berlina como a L’Epoque aceitaria esperar enquanto recarrega o acumulador? Daí que o fabricante tenha equipado a berlina com um motor V6 a gasolina, cuja única finalidade é accionar um gerador que recarregue a bateria.
A Aznom não anunciou ainda se já tem cliente para este protótipo mas, face à especialidade do construtor em produzir série especiais muito reduzidas e até mesmo modelos únicos, é bem possível que alguém venha a adquirir um L’Epoque, cujo maior defeito, além do preço, será a dificuldade em encontrar um local para estacionar…