1247,7kWh poupados 1247,7 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Valhalla Spider: 1079 cv para soltar… de cabelos ao vento!

Marca de Gaydon revelou o seu descapotável de produção mais rápido de sempre. Engenharia da F1, tecnologia híbrida e ausência de tejadilho fazem do Valhalla Spider um irresistível cocktail de emoções.

15 fotos

Se o Valhalla já se impunha na gama de hiperdesportivos da Aston Martin, imagine-se agora a replicação da mesma fórmula, mas numa versão para circular de cabelos ao vento… até ao máximo de 350 km/h! O Valhalla Spider vai ser a estrela do Concours at Wynn Las Vegas, no próximo fim-de-semana, onde fará a sua primeira aparição aos olhos do público, com a certeza de se apresentar com um trunfo de “encher o olho”: é nem mais nem menos que o descapotável de produção mais rápido de sempre na história da emblemática marca britânica, cortesia de ser um verdadeiro compêndio de tecnologia híbrida que tira partido do know-how da Aston Martin na disciplina rainha da competição automóvel, a Fórmula 1.

Com chegada ao mercado prevista para o terceiro trimestre de 2027, o novo Valhalla Spider foi desenvolvido em colaboração com a divisão de consultoria de engenharia da equipa de Fórmula 1, a denominada Aston Martin Performance Technologies (AMPT), tendo como principal requisito no caderno de encargos conseguir incorporar a filosofia do coupé que lhe serve de base, mas num formato de cockpit aberto — o que, só por si, implica uma revisão técnica em pontos-chave, para não beliscar a performance do hiperdesportivo com motor central traseiro.

▲ No interior, o Valhalla Spider estreia de série os novos bancos em carbono, projectados para viagens mais longas

Similar na silhueta face ao coupé, a versão aberta do Valhalla não só partilha o mesmo monocoque como, sob a carenagem de fibra de carbono, mantém o grupo motopropulsor híbrido plug-in do Valhalla “fechado”. Ou seja, a versão Spider continua a confiar no V8 biturbo de 4,0 litros com cambota plana e 828 cv de potência — o motor a combustão mais potente alguma vez criado pela marca —, exacerbado pelo facto de trabalhar em conjunto com três motores eléctricos. Dois destes estão acoplados no eixo dianteiro, fornecendo um total de 251 cv e assegurando as deslocações em modo exclusivamente eléctrico (até um máximo de 14 km, sem ultrapassar 140 km/h), e o terceiro está integrado na caixa de dupla embraiagem de oito velocidades — todas para a frente, porque a marcha-atrás é assegurada pelos motores eléctricos. O resultado impressiona pelos números: a potência combinada atinge uns vigorosos 1.079 cv e 1.100 Nm de binário, com a vantagem de a tracção integral inteligente usufruir da vectorização de binário no eixo dianteiro, isto é, a força enviada a cada roda é gerida de forma independente.

Para compensar a ausência de um tejadilho fixo, os engenheiros de Gaydon tiveram de recalibrar o software que gere o sistema de controlo de estabilidade (ESP) e a aerodinâmica activa, permitindo que o Valhalla Spider continua a gerar mais de 600 kg de força descendente (downforce) a 241 km/h, com a capota colocada. Já de cabelos ao vento, há que confiar no ajuste contínuo que o sistema faz das asas dianteira e traseira para não comprometer o equilíbrio dinâmico entre os dois eixos. De série, o novo descapotável de dois lugares vem equipado com uma capota em tecido, que se pode retirar manualmente e guardar. Não o fazendo, ou seja, circulando com capota em lona, o Valhalla Spider fica limitado a uma velocidade máxima de 200 km/h. Mas, quando despido desta limitação, nada o impede de atingir os 350 km/h. Aliás, uma das vantagens de se optar pelo opcional (passe a redundância) tejadilho rígido em fibra de carbono é, precisamente, poder levar o velocímetro até ao limite, independentemente de se circular com ou sem ele.

Mas há mais diferenças face ao coupé — e o peso teria de ser uma delas. São apenas mais 25 kg (o Valhalla Spider pesa 1.680 kg a seco contra os 1.655 kg do Valhalla convencional), o que até nem é um acréscimo muito elevado, considerando que foi preciso adaptar o monocoque, introduzir mecanismos de fixação da capota e criar novos compartimentos de arrumação nas embaladeiras. A par disso, a versão Spider beneficia de um deflector de vento para conduzir o ar sobre a cabeça dos ocupantes, apêndice esse que é de encaixe e que pode ser facilmente retirado e arrumado. Outras das alterações impostas pela ausência de tejadilho encontram-se nas portas, que passam a ser sem moldura e com um vidro mais curvo, e na tomada de admissão de ar para refrigerar o V8, que teve de ser redesenhada e elevada 3,5 cm face ao coupé, para não perder a eficácia com a turbulência gerada pelo cockpit aberto.

Posicionado abaixo do Valkyrie, o novo Valhalla Spider ainda não tem preços anunciados. Contudo, é garantido que, por cá, custará para cima do milhão de euros, pois embora a versão coupé tenha um preço de fábrica a rondar os 800.000€, a fiscalidade portuguesa atira o preço final para lá da barreira psicológica do milhão. E os descapotáveis são sempre mais caros que as respectivas versões de carroçaria fechada.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.