Foi ali que tudo começou em 2025. Depois de uma grande temporada de estreia, António Morgado começou o seu segundo de quatro anos na UAE Team Emirates-XRG a vencer, aproveitando da melhor forma as clássicas de abertura espanholas para voltar à melhor forma. Há um ano, o Bigode Voador foi o mais rápido no Grande Prémio de Castellón-Rota da Cerâmica e o terceiro melhor no Grande Prémio de Valência e no Trofeu Calvià. Esses resultados deram ao português um impulso que viria a levá-lo, uma vez mais, ao lugar mais alto do pódio, desta feita numa prova especial: a Figueira Champions Classic que, para lá de ser disputada na “sua” região Oeste, é a principal vitória da sua carreira.
Se é certo que, a partir daí, Morgado só voltou a triunfar na prova de contrarrelógio dos Campeonatos Nacionais, rubricando uma segunda metade bastante inconstante, também é certo que, para 2026, o português e os responsáveis da Emirates decidiram repetir o calendário de abertura de temporada. Assim, enquanto procura a consistência e a regularidade, bem como voltar à melhor forma, o Bigode Voador marcou novamente presença nas clássicas espanholas e, depois de ter sido oitavo em Morvedre e Castellón, à terceira foi de vez e António Morgado somou a primeira vitória esta quarta-feira, no Trofeu Calvià, no dia do seu… 22.º aniversário.
???? Fantástica vitória de António Morgado no dia em que celebra 22 anos! ????
O “Bigode Voador” ???? venceu o Troféu Calvià, prova integrada no Challenge de Maiorca ????????, a mesma corrida que Rui Costa conquistou em 2023 ???????????? pic.twitter.com/lqEKpyfP6E
— Eurosport Portugal (@EurosportTV_Por) January 28, 2026
Em Palmanova, localidade que fica junto a Palma de Maiorca, a corrida de 148,3 quilómetros foi pautada pela chuva que, ainda assim, não demoveu o português de alcançar a vitória. Com nomes como Christian Scaroni (XDS Astana), Michael Matthews (Jayco AlUla) ou o dos colegas Pavel Sivakov e Marc Hirschi em prova, António Morgado surgia na segunda linha dos principais candidatos, mas o rumo da prova acabou por jogar a seu favor. Numa fase em que a corrida já estava partida e se aproximava da subida decisiva, o Coll de sa Gramola (3,1 quilómetros a 5,2%), Morgado lançou-se ao ataque no segundo grupo e partiu em busca de Adrien Boichis (Red Bull-Bora-hansgrohe), Adne Holter (Uno-X Mobility) e Georg Steinhauser (EF Education-EasyPost), que tinham cerca de dois minutos de vantagem, a 33 quilómetros do fim. Mais à frente, Héctor Álvarez (seleção de Espanha) juntou-se ao português e, a 17 quilómetros da meta, o duo chegou à fuga.
Nessa fase, o primeiro a atacar foi Álvarez, que partiu o grupo e encontrou uma resposta imediata de Morgado. Os dois seguiram juntos em direção a Palmanova, algo que favorecia o português que, a 200 metros da meta, saiu da retaguarda do espanhol, que tinha lançado o sprint, ultrapassou-o pela parte de dentro da estrada e levantou os braços, somando aquela que é a sua sétima vitória enquanto profissional. Para além disso, o Emirates repetiu o feito do agora retirado Rui Costa, que venceu a mesma prova em 2023. Héctor Álvarez chegou, naturalmente, na segunda posição com o mesmo tempo do Bigode Voador (3:35.06), ao passo que Adne Holter completou o pódio, a 38 segundos. Esta sexta-feira é dia de mais uma prova para o português, que vai disputar o Troféu Ses Salines. Segue-se, no sábado, o Troféu Serra Tramuntana, com o fim de semana a encerrar no Troféu Andratx-Pollença, no domingo.
All smiles for the birthday boy! ???????? #ChallengeMallorca
???????? @morgadoisme defends our title at Trofeo Calvià! #WeAreUAE pic.twitter.com/uF3JLuff9n
— @UAE-TeamEmirates (@TeamEmiratesUAE) January 28, 2026
“Sinto-me bem. O objetivo da equipa é ganhar, por isso é bom. Foi um dia muito difícil, com muito frio, muita chuva, mas normalmente sinto-me bem nestas condições, por isso estou feliz. O Héctor [Álvarez] fez uma grande corrida e também merecia ganhar. É um dia especial, estou feliz por este presente. Com este tempo sei que vou estar bem. No ano passado tentei em demasia e, este ano, sabia que só precisava de um ataque. Comecei a sentir que não havia força para fechar o espaço no pelotão e tive de fazer alguma coisa. O Héctor é muito forte, era 50/50 e estou muito feliz. Acho que as próximas corridas em Maiorca são mais para os escaladores, mas vamos ver”, partilhou o ciclista natural das Caldas da Rainha no final da corrida.