A passagem da depressão Kristin, que causou muitos danos em várias regiões do país, foi devastadora também na Figueira da Foz. O vento forte derrubou a roda gigante, deixou árvores caídas nas ruas e destruiu vidros no hospital, o que obrigou à suspensão das cirurgias programadas para a passada quarta-feira. No final da tarde de quarta-feira, Luís Montenegro emitiu um comunicado no qual “reiterou o pesar pelas vítimas mortais e garantiu que o Governo está em contacto com as autarquias das regiões afetadas”. Contudo, Pedro Santana Lopes garantiu esta quinta-feira que a Câmara de Figueira da Foz não foi contactada, numa publicação no Facebook em que deixa críticas ao Governo.
“Silêncios e um gesto”, é o título da publicação em que o autarca afirma não ter recebido nenhum contacto “dos atuais órgãos de soberania”. “Mas não faz falta”, escreve Santana Lopes, que diz ter recebido uma chamada e uma mensagem do candidato presidencial António José Seguro e uma chamada do presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes. “Muito gentil, a colocar os recursos da sua autarquia ao nosso dispor”, escreveu o presidente da Câmara Municipal de Figueira da Foz.
Esta manhã o Conselho de Ministros decidiu decretar a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin. Já Luís Montenegro cancelou as viagens a Andorra e à Croácia para visitar as zonas afetadas no distrito de Leiria e Coimbra. Durante a manhã, o primeiro-ministro esteve na estação rodoviária de Leiria, na companhia de Gonçalo Lopes, o presidente da Câmara Municipal. Também esta manhã, Ana Abrunhosa, autarca de Coimbra, admitiu contactos com o Executivo. “O Governo tem estado em contacto permanente connosco. Desde a Proteção Civil ao ministério da coesão territorial”.