Duas jornadas chegaram para Portugal garantir o apuramento para os quartos de final do Campeonato da Europa de futsal e continuar a defesa do título que lhe pertence desde 2018. No regresso à Eslovénia e à Stozice Arena, o palco da primeira conquista continental da Seleção Nacional, os comandados de Jorge Braz arrancaram a edição de 2026 da melhor forma e golearam uma Itália em reconstrução e fora do fulgor de outros tempos (2-6). Seguiu-se a Hungria e mais uma goleada para Portugal, que dominou os húngaros e garantiu de imediato o apuramento para a fase a eliminar da competição, assegurando ainda o primeiro lugar (1-5). Agora, o jogo com a Polónia servia apenas para “cumprir calendário”, dados que os polacos já estavam eliminados.
“Continuamos o nosso percurso. Sabemos que o primeiro jogo de uma fase final é sempre o jogo das hesitações. É o último jogo da fase de grupos e queremos crescer, tanto no nosso processo, como na confiança nos nossos princípios e identidade. Esse é o foco e é nisso que temos de estar concentrados para o jogo. Foco nas tarefas e nas funções de cada um. Queremos tentar melhorar, afinar e consolidar a forma como jogamos e a forma como nos comportamos em campo. É um adversário que vai exigir muito de nós. A melhor forma de coroar os 100 jogos oficiais é garantir os nove pontos. Queremos continuar o percurso que estamos a criar. Nunca olho para mim e para essas estatísticas. Olho é para o que tem acontecido ao futsal português. Estamos, mais uma vez, numa fase final, com um primeiro objetivo alcançado antecipadamente”, perspetivou Braz, que cumpriu esta quinta-feira 100 jogos oficiais na Seleção, distribuídos por Europeus (25), Mundiais (23), Finalíssima (2) e qualificações (50).
Dia de conquistar três vitórias em três jogos! ✨???????? #FazHistória | #FutsalEURO pic.twitter.com/vGh7q6AZkQ
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Para este jogo, a grande novidade de Jorge Braz foi a titularidade de Edu Sousa, depois de Bernardo Paçó ter alinhado nos dois primeiros jogos. À frente do guarda-redes do ElPozo Murcia jogaram Afonso Jesus, Diogo Santos, Kutchy e Lúcio Rocha. Nos polacos, Blazej Korczynski escolheu para o seu cinco Michal Kaluza, Sebastian Grubalski, Tomasz Kriezel, Grzegorz Haraburda e Mikolaj Zastawnik. Um tanto ou quanto de forma surpreendente, a Polónia entrou em campo bastante pressionante e a criar sérias dificuldades a Portugal, na tentativa de deixar uma boa imagem na despedida da competição. Nessa toada, a primeira oportunidade saiu dos pés de Zastawnik, que obrigou Edu a uma grande defesa com o pé (1′). Na resposta, Tomás Paçó tentou de longe, mas Kaluza respondeu da mesma forma (5′). Logo a seguir, Pauleta deambulou da direito para o meio, rematou contra um defesa e, na recarga, o fixo do Sporting encostou para o primeiro golo da noite (6′).
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Portugal desfaz o nulo, por Tomás Paço, que finaliza um rápido contra-ataque conduzido por Pauleta.Créditos e Imagens: RTP pic.twitter.com/vd2W6SIFSh
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A partir daí, a Polónia voltou a criar perigo, com Zastawnik a forçar Edu a mais uma grande defesa (9′). Já depois de Korczynski ter solicitado a sua pausa técnica, Bruno Coelho atirou ao poste da sua baliza num canto (11′) e Kacper Pawlus desferiu um remate forte para nova defesa do português (13′). Até que, na reta final do primeiro tempo, Sebastian Leszczak empatou o jogo com um grande golo de livre (14′). Braz parou de imediato o jogo à procura de uma reação da sua equipa, mas o remate de Lúcio voltou a ser parado pelo guarda-redes polaco (15′). No lance seguinte, Erick Mendonça cobrou um reposição lateral para André Coelho que, com um remate cruzado, recolocou Portugal na frente do marcador (16′). Ainda assim, a Polónia voltou a empatar, com Kriezel a levantar um canto para Zastawnik que, quase sem ângulo, atirou ao poste mais próximo (18′). No último lance da primeira parte, Maciej Jankowski apareceu isolado a desviar para a baliza, mas Bernardo Paçó esticou-se e impediu a remontada a 6,4 segundos do intervalo (20′).
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Volta à vantagem Portugal! Erick repõe a bola a jeito de um remate perfeito de André Coelho, que só para no fundo das redes. Golaço do fixo nacional.Créditos e Imagens: RTP pic.twitter.com/cO6Rk5tfha
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O jogo está novamente empatado. Bola levantada para o canto mais distante onde, da ângulo muito apertado, Zastawnik remata de primeira fazendo a bola entrar junto ao poste mais próximo.Créditos e Imagens: RTP pic.twitter.com/4z10a3qKbT
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Na etapa complementar, Rúben Góis dispôs da primeira oportunidade, mas Michal Kaluza parou o seu remate (24′). Pouco depois, Mateusz Madziag falhou o corte e o pivot do Rio Ave aproveitou para receber, passou a bola por cima do adversário e, com um remate cruzado, atirou para fora, com a bola ainda a desviar no poste (26′). Na resposta, Mikolaj Zastawnik recebeu junto à área portuguesa e, de pé direito, rematou ligeiramente por cima (30′). O camisola 7 continuou em grande plano e, na sequência de nova bola aérea, obrigou Edu Sousa a uma defesa apertada junto ao poste (31′). Na reta final, Lúcio Rocha cobrou um canto para o remate de primeira de Góis à entrada da área, mas Kaluza impediu o golo com uma grande defesa com o braço esquerdo (35′). No lance seguinte, o ala do Benfica isolou-se e serviu Pauleta que, só com a baliza pela frente, atirou… para fora (36′).
Pouco depois, o sportinguista redimiu-se, arrancou pela direita, tirou Maciej Jankowski do caminho com uma finta primorosa e cruzou para o segundo poste, com Rúben Góis a aparecer a encostar para o 3-2 (37′). Para os últimos três minutos, Blazej Korczynski parou o jogo e lançou o 5×4, com Michal Kubik como guarda-redes avançado. Ainda assim, Portugal conseguiu reter a bola e retardou, durante algum tempo, a superioridade polaca. A 38 segundos do fim, Zastawnik recebeu na esquerda e rematou forte de pé direito, mas Edu defendeu para a frente (40′). Desta forma, a Seleção Nacional terminou a fase de grupos só com vitórias e vai defrontar a Bélgica nos quartos de final (domingo às 18 horas).
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Portugal vinha ameaçando nos últimos minutos e marca mesmo! Grande trabalho de Pauleta, que trabalha sobre vários adversários antes de assistir com um passe cruzado Rúben Góis, que ao segundo poste só tem de encostar.Créditos e Imagens: RTP pic.twitter.com/6BVSTRbzUh
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[Esta é a história de como dezenas de portuguesas se juntaram a mulheres de vários outros países e se tornaram seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Recrutadas numa escola de yoga em Lisboa, muitas acabaram em casas de massagens eróticas ou a serem filmadas em cenas de sexo e orgias. “Os segredos da seita do yoga” é o novo Podcast Plus, do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]