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O serviço ferroviário de longo curso entre Braga e Lisboa, e o Intercidades na Linha da Beira Alta, serão retomados esta terça-feira, após a suspensão na sequência do mau tempo, adiantou a CP – Comboios de Portugal.

Numa atualização pelas 20h desta segunda-feira, a operadora ferroviária referiu que prevê a realização de todos os serviços entre Braga e Lisboa. Também será reposto o serviço Intercidades, na Linha da Beira Alta, em todo o trajeto, a partir de terça-feira, destacou ainda. A CP indicou também que o serviço regional entre Entroncamento e Coimbra B está a ser reposto gradualmente já hoje.

No entanto, continuam suspensos os serviços na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, na Linha do Minho, entre Barcelos e Tamel, na Linha do Oeste e os Urbanos de Coimbra.

Já a IP – Infraestruturas de Portugal adiantou, numa atualização pelas 18h, que se registava um novo condicionamento na Linha do Norte, com a via ascendente interrompida entre Pombal e Soure.

De acordo com a IP continuava suspensa a circulação na Linha do Minho, entre Barcelos e Tamel, na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, na Linha do Oeste, entre Mafra e Amieira, e no Ramal de Alfarelos, entre Alfarelos e a Figueira da Foz.

“As equipas da Infraestruturas de Portugal (IP) encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança. A IP agradece a compreensão pelos incómodos causados”, pode ler-se.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.