A Câmara Municipal de Alcochete interditou a circulação de veículos e pessoas na frente ribeirinha devido ao risco de subida das águas do Tejo e apela à população “que mantenha um comportamento preventivo e de segurança”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Alcochete, no distrito de Setúbal, um dos concelhos ribeirinhos do Tejo, explicou que o município está a acompanhar a situação e a tomar medidas de prevenção junto dos residentes.

A Autoridade Nacional de Emergência e de Proteção Civil ativou esta quinta-feira o alerta vermelho para a bacia do Tejo, devido à subida abrupta do caudal, provocada pelas descargas das barragens espanholas e pela precipitação registada no país, o que coloca em risco as zonas ribeirinhas.

A próxima preia-mar em Alcochete será às 17h44 e voltará a acontecer às 06h00 de sexta-feira. Preia-mar é o nível mais alto a que ascende a maré.

Fernando Pinto adiantou que, na madrugada desta quinta-feira, o rio Tejo esteve “bastante agressivo” na zona ribeirinha, destruindo uma zona da muralha e provocando danos na Ponte Cais que já foram comunicados em oficio para a Administração do Porto de Lisboa, entidade responsável pela infraestrutura.

“Estamos muito preocupados com este aumento do caudal do Rio Tejo. Esta madrugada foi muito difícil e, com as descargas que estão a ser operacionalizadas em Espanha, face à probabilidade de rutura das respetivas barragens, é, efetivamente, um problema que temos aqui em mãos”, disse o autarca.

À população é recomendado que não estacione veículos junto à zona ribeirinha e que retire as viaturas de garagens que estejam em caves.

O município de Alcochete determinou ainda o encerramento do posto de turismo e do Núcleo de Arte Sacra, ambos situados junto ao rio.

Na madrugada desta quinta-feira, segundo o autarca, a força das águas do Tejo causou alguns estragos também nestas infraestruturas.

Fernando Pinto explicou que estava, pelas 17h00, no terreno a contactar a população residente junto ao rio, providenciando a distribuição de sacos de areia para ajudar a conter uma eventual enchente do Tejo que possa galgar a muralha e afetar as habitações.

“Estamos em contacto permanente com as pessoas, no sentido de as alertar para a perigosidade que possa, eventualmente, acontecer, deixando contactos telefónicos para nos podermos dirigir rapidamente aos locais onde sejamos necessários”, disse.

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