Børge Brende, CEO do Fórum Económico Mundial, anunciou esta quinta-feira a sua demissão, poucas semanas depois de a instituição ter dado início a uma investigação sobre a sua relação com Jeffrey Epstein, noticiou a agência Reuters.
“Após ponderação, decidi deixar o cargo de presidente e diretor executivo do Fórum Económico Mundial. O meu tempo aqui, que durou oito anos e meio, foi profundamente gratificante”, afirmou em comunicado.
“Estou grato pela colaboração incrível dos meus colegas e parceiros e acredito que agora é o momento certo para o Fórum continuar o seu importante trabalho sem distrações”, acrescentou Brende, sem fazer nenhuma referência ao caso Epstein.
Numa outra nota, André Hoffmann e Larry Fink, co-presidentes do Fórum, confirmaram que a investigação sobre as ligações entre Brende e Epstein foi concluída, não adiantando, porém, pormenores sobre as conclusões. Os dois asseguraram, ainda, que o Fórum continuará focado na sua missão de promover o diálogo entre líderes políticos e empresariais.
Børge Brende, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, assumiu a liderança do Fórum em 2017, sucedendo ao fundador Klaus Schwab. Durante o seu mandato, a instituição manteve um papel central na organização da cimeira anual de Davos, que reúne chefes de Estado e de Governo, executivos de multinacionais, académicos e representantes de organizações não-governamentais.
A direção ainda não anunciou quem assumirá interinamente a liderança executiva.