A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) manifestou-se esta sexta-feira solidária com os trabalhadores da Lusa que realizaram uma greve parcial e manifestaram-se na quinta-feira em defesa da independência editorial e da autonomia institucional da agência.
“A defesa de um serviço público de informação livre de pressões e instrumentalizações é uma causa que diz respeito a toda a sociedade”, escreve a federação sindical em comunicado, sublinhando que “defender uma agência noticiosa pública independente é defender a democracia”.
Perto de uma centena de trabalhadores da agência Lusa manifestou-se na quinta-feira em frente à sede de Governo, no Campus XXI, em Lisboa, contra o processo de reestruturação da empresa, o novo modelo de governação, uma eventual mudança de sede para as instalações da RTP e para exigir a negociação do caderno reivindicativo.
Solidária com as reivindicações dos trabalhadores da empresa, que alertam para o risco de os novos estatutos colocarem em causa a autonomia e isenção da Lusa, a Fenprof sublinha que “a credibilidade e a qualidade da informação são bens públicos que importa preservar”.
“Num contexto em que a informação rigorosa, plural e independente é um pilar essencial da democracia, qualquer tentativa de condicionamento político ou institucional dos órgãos de comunicação social deve merecer a maior atenção e rejeição”, refere o comunicado.
Após a manifestação, o ministro da Presidência, que tutela a comunicação social, afastou qualquer possibilidade de fusão entre a Lusa e o grupo RTP e defendeu que os novos estatutos desgovernamentalizam a agência.
António Leitão Amaro afirmou ainda que o Governo pretende “construir uma agência Lusa mais forte”, capitalizada com cinco milhões de euros no final do ano de 2025.