Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. Renata Câmara pede explicações a Carlos Moedas sobre o despacho da saída da acampada de Lisboa, neste caso, da Praça do Rossio. A manifestante acusa a Câmara Municipal de não estar a executar a sentença do tribunal que tinha reconhecido o direito da manifestante de continuar na acampada dos protestos pela habitação. A defesa denuncia a existência de um despacho do autarca a impor a saída da acampada da Praça Dom Pedro IV, por considerar que o protesto das tendas e a realização do mercado natal são inconciliáveis no mesmo local. A advogada de Renata Câmara, Leonor Caldeira, refere também que a Polícia Municipal já se deslocou até ao Rossio para avisar que iria ser cumprido aquele despacho. Em entrevista à SIC Notícias, a manifestante revela que os pedidos de esclarecimentos que envia para a autarquia são ignorados.
Carlos Moedas saltou diretamente para o último recurso que é dizer: "Ok, vocês agora têm estes três sítios, vão para um deles à vossa escolha." Só que antes de chegarmos a esse ponto, existe efetivamente a responsabilidade por parte de Carlos Moedas de explicar quais é que foram as soluções procuradas de compatibilização e por que nenhuma delas-
As soluções não foram apresentadas.
Não foram. Ainda ontem eu tinha pedido exatamente por escrito quais é que elas tinham sido, por que elas não seriam válidas. O meu e-mail foi absolutamente ignorado e hoje recebi então o despacho onde se tenta forçar, no fundo, abrir as portas para uma intervenção policial.
Renata Câmara considera ainda que o mercado natal também se pode deslocar para outra praça da cidade. Admite que a acampada pode ficar no Rossio até à votação final do Orçamento de Estado.
Nós queremos ir construindo os passos deste processo de luta, averiguando sempre tudo. A disponibilidade das pessoas, as condições de segurança, que às vezes tem a ver com a segurança em relação à repressão policial. O que nós sabemos é: neste momento o governo está pressionado em relação às medidas em torno da habitação. O Orçamento do Estado é votado na sua votação final no dia 24 e nós não podemos desarmar.
Vinte e quatro de novembro, data que está aqui então marcada pelos manifestantes da acampada de Lisboa. Fica aqui também o desejo de Renata Câmara e mais um dia de acampada na Praça Dom Pedro IV, no Rossio. Já do lado do município, a autarquia diz que a acampada de Lisboa deve deslocar-se para o Largo de São Domingos, a Praça Martim Moniz ou os Restauradores. São estas três opções que o município dá a este movimento. A decisão de mais um despacho é dado por um parecer do Conselho do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, que segundo a defesa de Renata Câmara, atesta a impossibilidade de manter a acampada e o mercado no Rossio. A questão da decisão se referir a apenas uma tenda, a de Renata Câmara, ou à generalidade das tendas é também contestada pela defesa de manifestantes. E para este sábado, o grupo Mães pela Acampada promove uma vigília em Lisboa contra as cargas policiais sobre manifestantes pelo direito à habitação. O grupo exige o fim imediato das cargas policiais sobre as acampadas e pede respeito pela liberdade de expressão e a liberdade de protesto. É um evento que está marcado para às 19h. Na cidade do Porto, a autarquia quer avançar com a construção da pista de gelo na Praça Dom João I, o palco dos protestos pela habitação das últimas semanas, sendo que o presidente da Câmara já enviou um novo e-mail aos manifestantes do movimento da acampada sobre a conciliação do espaço. A autarquia portuense avança à Agência Lusa que a preparação do programa Natalício vai decorrer de forma progressiva, com o arranque dos trabalhos de montagem a começar daqui a exatamente a uma semana, ou seja, a 13 de novembro. No e-mail enviado na quarta-feira, o presidente Pedro Duarte comunicou aos manifestantes pela terceira vez a necessidade de compatibilizar o uso do espaço com o direito à manifestação naquele local. E o tema da habitação esteve também em debate no explicador da tarde política desta sexta-feira. O social-democrata Alexandre Poço garante que o governo está disposto a negociar. Relembra que venceu as eleições e, por isso, quem deve definir as políticas é a AD. O primeiro-ministro reuniu-se nesta quinta-feira com o Partido Socialista e com o CHEGA para discutir os problemas da habitação, tendo ouvido acusações de intransigência. No entanto, o deputado Alexandre Poço diz que a negociação não pode ser séria quando os socialistas não demonstram abertura para consensos.
O sério seria dizer: "Bom, registamos, cá há pontos de contacto. Não concordamos porque não temos de concordar em tudo, porque temos visões diferentes, mas há cedências." Ora, se nós também estávamos disponíveis a fazer cedências, a chegar a entendimentos, é preciso que haja disponibilidade para falar e não apenas um aparato ou uma tentativa de dizer que se quer e depois, na verdade, não se quer efetivamente nada.
Xandra Poço no Explicador desta tarde. O Livre também se reuniu nesta sexta-feira com o governo e deixou a acusação de intransigência e de não conhecer o país que tem. A co-coordenadora do partido, Isabel Mendes Lopes, considera que os € 2.300 de renda moderada é ofensivo e por isso impõe a reversão dos benefícios fiscais para os senhorios como condição para negociar.
Estamos a abdicar de uma receita fiscal que era muito importante e estamos, no fundo, a dar um benefício a quem pratique rendas que são incomportáveis para a maior parte dos portugueses, ou seja, € 2.000, € 2.300. E isto não é só um limite fiscal, isto também transmite um sinal às pessoas. Quando dizemos que uma renda moderada em Portugal é de € 2.300, naturalmente, dá esse sinal às pessoas e, portanto, quem não consegue pagar essa renda não se sente bem-vindo no seu próprio país.
Isabel Mendes Lopes sobre a reunião desta sexta-feira com o Executivo de Luís Montenegro. Uma análise feita no Explicador da tarde política da Rádio Observador. Alerta elevado para ameaças de bomba e ciberataques. É assim que as autoridades portuguesas estão depois de três dias seguidos de ameaças em vários países da Europa. Em Portugal, um voo da Ryanair com destino a Rona foi impedido de descolar nesta sexta-feira, na hora prevista, por suspeitas de que teria uma bomba a bordo. O caso foi reportado publicamente pela PSP. O Observador sabe que este caso não foi o único. Também durante esta sexta-feira, outros dois aparelhos da TAP, um com destino a Paris e o outro com destino a Copenhaga, foram alvo de ameaças de bomba. A informação tornada pública fazia referência a uma comunicação através dos mecanismos de cooperação policial em termos planetários. Mas o Observador sabe que em todos estes casos as informações foram transmitidas à PSP diretamente pelo FBI. Este é um artigo e é um tema que pode ser lido com mais detalhe no site do Observador. É um artigo que está em manchete a esta hora, da autoria dos jornalistas Pedro Rinho e Martim Andrade. E o Conselho de Redação da Agência Lusa revela que está sem diretor de informação em funções desde a meia-noite deste sábado, acusa a Entidade Reguladora da Comunicação Social de ausência de uma resposta e tira também críticas ao atual Conselho de Administração. O Conselho de Redação da Agência referiu que, na sexta-feira, o Conselho de Administração pediu um parecer com caráter de excepcional urgência, tanto ao Conselho de Redação como à ERC, para indicar o chefe de redação Pedro Sousa Carvalho para diretor de informação interino. Para este órgão, esta situação é de total responsabilidade do atual Conselho de Administração, nomeado em janeiro pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e ao arrepio do Regulamento Europeu dos Meios de Comunicação Social. O Conselho de Redação lembra ainda que a ERC tem 10 dias para emitir um parecer prévio e vinculativo sobre a nomeação e destituição dos diretores e diretores adjuntos de órgãos de meios de comunicação social pertencentes ao Estado, como é o caso da Agência Lusa. De acordo com os membros eleitos do Conselho de Redação, esta situação viola flagrantemente a lei, em particular o artigo 19 da Lei de Imprensa, que exige que as publicações periódicas devem ter um diretor. E atenção ao mau tempo, a Proteção Civil avisa que a partir desta sexta-feira há risco de inundações em zonas ribeirinhas. Em causa está a depressão Bruna, que se vai fazer sentir até segunda-feira. O vento pode atingir rajadas de até 70 km/h no litoral oeste e nas terras altas, vai ser acompanhado de muita chuva por todo o país. As previsões, tanto da Proteção Civil como do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, apontam para uma breve melhoria durante a tarde deste sábado, que se segue de um novo agravamento até segunda-feira. O comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e a Proteção Civil, alerta para o risco de inundações em algumas zonas ribeirinhas.
Há a possibilidade de haver inundações, especialmente nas zonas historicamente inundáveis, tendo em conta que estamos num longo período sem precipitação e por isso é expectável que haja sistemas de drenagens que estejam obstruídos, que dificultem a livre circulação das águas.
O comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, adverte então que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado através da adoção de comportamentos adequados.
A desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais, a não atividade próximo de linhas de água, evitar estacionar veículos em zonas historicamente inundáveis, ter particular atenção com a circulação de veículos, nomeadamente em zonas onde se possam formar lençóis de água e ter também especial atenção a estruturas que estejam temporariamente montadas, como também ter cuidado com as janelas e com estruturas que são montadas, nomeadamente nos varandins dos edifícios.
O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Pedro Araújo, em entrevista à Rádio Observador, alerta para o risco de inundação causado pela chuva que afeta todo o país a partir desta sexta-feira. Tudo dito neste noticiário das três da manhã. Regresso dentro de 20 minutos para a síntese informativa.