Por um lado, a invencibilidade. Por outro, a possibilidade de acabar a fase regular na segunda posição. Para ambos, uma questão de orgulho que está presente em qualquer dérbi de qualquer modalidade. Sporting e Benfica fechavam a 24.ª e antepenúltima jornada do Campeonato no Pavilhão João Rocha depois de sortes diferentes no fecho dos grupos da Liga dos Campeões e, apesar de já não haver muito por decidir à primeira vista, tinham objetivos bem definidos para aquele que seria já o quinto duelo na presente temporada.

Um Roby que foi o diamante do início ao fim: Benfica vence dérbi frente ao Sporting e reforça liderança na Champions

“Sabemos da importância do jogo. São três pontos que nos interessam e que queremos, porque jogamos em casa e pela classificação, para tentar manter este segundo lugar que nos daria vantagem numa possível meia-final do playoff. Queremos ganhar porque queremos ganhar, porque sabemos o que vem aí. A equipa está bem, sabe que fez um bom jogo em Barcelos com alguns fatores externos aos próprios jogadores. Saímos de lá satisfeitos com o que fizemos, não com o resultado. Esta é a fase melhor da época, a fase das finais, das decisões. O Sporting trabalhou durante todo o ano para estar nestas decisões. Estamos nas três competições, com vontade de disputar e ganhar”, apontara Edo Bosch, técnico dos leões, passando ao lado da derrota na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões frente ao campeão Óquei de Barcelos.

“Vai ser um jogo de hóquei em patins muito intenso, muito físico, e que, à partida, não é primordial no Campeonato. Mas é um dérbi, queremos ganhar e vamos dar tudo para levar a vitória para casa. Ganhar é sempre o objetivo em todos os jogos mas, se me derem a escolher, quero é ganhar os títulos. Ambiente? Nós sabemos que a nossa parte vai estar cheia, como sempre, os nossos adeptos vão fazer mais barulho do que nunca”, destacara o internacional espanhol Nil Roca, que não se mostrava tão preocupado com a questão de manter a invencibilidade na competição e colocava o foco na conquista de títulos na presente temporada.

Por mais que o Sporting tivesse definida uma presença no top 4 antes da fase de playoffs, por mais que o Benfica tivesse já assegurado o primeiro lugar antes da parte a eliminar da competição, o quinto dérbi tinha outras histórias por definir, entre a possibilidade de os leões voltarem ao segundo lugar à frente de FC Porto e Óquei de Barcelos e a ambição dos encarnados em manter a invencibilidade num caminho que somava até aqui 21 triunfos e dois empates. E, após um claro domínio do conjunto da Luz nos quatro dérbis anteriores, entre os triunfos na final da Elite Cup e nas duas voltas da fase de grupos da Champions e um empate na primeira volta do Campeonato, tudo voltou a terminar com uma igualdade que acabou por favorecer mais os encarnados, que ficaram com a passadeira estendida para terminarem a fase regular sem derrotas.

Xano quis ser herói, mas no melhor pano cai a nódoa: Benfica e Sporting empatam no primeiro de dois dérbis em quatro dias

A partida começou praticamente com o golo inaugural do Sporting, que nasceu de uma saída rápida que foi conduzida por Nolito Romero e teve assistência de Facundo Navarro ao segundo poste para o desvio de Rafa Bessa (1′). Os leões estavam mais intensos, conseguiam criar mais problemas do que é habitual à defesa dos encarnados e voltaram a ter outros remates com perigo travados por Pedro Henriques numa altura de power play por um cartão azul a Roberto Di Benedetto (5′). Edu Castro parava o encontro para corrigir situações de jogo mas continuava a ser o conjunto verde e branco a estar com ligeira supremacia na partida, entre alguns despiques mais acesos como o que aconteceu entre Pau Bargalló e Rafa Bessa. Só mesmo na parte final, com Zé Miranda a dar o mote e o subir de linhas das águias a beneficiar o jogo entre Bargalló e João Rodrigues, o encontro começou a mudar de figura, com o internacional espanhol a aproveitar um erro numa saída dos leões para aproveitar a vantagem numérica e fazer o empate já perto do intervalo (24′).

Ficava tudo em aberto para uma segunda parte que voltou a começar com golos… mas para os dois lados: Rafa Bessa recolocou o Sporting na frente numa saída rápida depois de uma defesa de Xano Edo a remate de Zé Miranda (29′), o mesmo Zé Miranda fez o 2-2 pouco depois em mais uma grande iniciativa individual que foi culminada com um toque em jeito por cima do guarda-redes leonino (31′). Esse lance acabou por colocar o Benfica pela primeira vez de forma assumida no comando do encontro mas nem mesmo numa situação de power play por cartão azul a Diogo Barata (38′) os encarnados conseguiram materializar esse ascendente, com o dérbi a terminar de uma forma equilibrada, com nove faltas para cada equipa e com duas grandes intervenções dos guarda-redes a impedirem que existisse um vencedor, primeiro com a luva de Pedro Henriques a evitar o golo de Nolito e depois com a máscara da Xano Edo a tirar o golo a Bargalló.

[Um beijo no primeiro encontro e três viagens em menos de três meses. Ao 85.º dia de relação, o aspirante a modelo matou o cronista social. “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, conta os bastidores nunca revelados da investigação a um crime brutal. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, o terceiro episódio e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio e aqui o segundo]