A fase das decisões ainda não chegara, a fase da decisões ia começar agora. Numa altura em que a Liga está apenas a nove jornadas do fim da fase regular e respetivo emparelhamento para os playoffs, também a Liga dos Campeões entrava num momento chave tendo em conta as posições finais para os cruzamentos na parte a eliminar da competição. Era esse o principal ponto de interesse no quarto dérbi da temporada entre Benfica e Sporting. Por um lado, os encarnados podiam sentenciar a questão do primeiro lugar do grupo B em caso de triunfo prolongando um início de época sem derrotas entre 26 vitórias e três empates. Por outro, os leões tinham oportunidade de ficar muito próximos da qualificação para os quartos da prova reforçando a segunda posição do grupo B e mantendo a esperança de chegar ainda à liderança ocupada pelos encarnados.

A história reescrita quatro dias depois: Benfica vence dérbi frente ao Sporting e reforça liderança na Champions

“Espero um jogo parecido com os outros três que jogámos contra eles. É uma equipa que encara muito, que joga muito no 1×1 para abrir linhas. Temos de defender bem sobretudo para podermos aproveitar os contra-ataques, fazer um jogo o mais parecido possível com o que fizemos no Pavilhão João Rocha. A cada jogo que fazemos, as equipas conhecem-se um bocadinho mais e isso faz com que a margem de surpresa, de parte a parte, não seja muito grande. Invencibilidade? Temos claro que perder faz parte do jogo mas estamos cientes de que se não perdemos é porque estamos a fazer muitas coisas bem. A fase mais importante da época começa agora. Juntando todos esses pensamentos, temos de continuar a fazer as coisas para seguir a ganhar ou não perder. Faremos as mesmas coisas que estamos a fazer para ganhar e sermos competitivos, a estudar muito bem os rivais”, apontara Edu Castro, treinador dos encarnados, no lançamento do encontro.

“Vai ser mais um dérbi contra um rival a quem esta época ainda não conseguimos ganhar. Acho que vai ser um jogo de igual para igual. É uma equipa muito intensa, muito dinâmica. Sabemos o trabalho que temos de fazer e vamos entrar no campo com um só objetivo, que é vencer. Vamos ter de maximizar o nosso foco, não podemos ter a mínima falha no nosso sistema de jogo nem sequer erros individuais que nos iriam custar muito caro neste jogo. Se fizermos as coisas como estamos a treinar, vamos ter grande vantagem. O ano é muito comprido, eles estão numa fase muito boa mas depois virão as decisões. É mais um jogo para mostrar o que temos feito e para o que aí vem, que é o importante”, comentara Danilo Rampulla, jogador argentino dos leões que chegou esta temporada após quatro anos em Barcelos onde foi campeão europeu.

Era neste contexto que chegava novo dérbi em 2025/26, com o Benfica a somar até aqui dois triunfos na final da Elite Cup (4-2) e na primeira volta da fase de grupos da Liga dos Campeões (4-1) contra um Sporting que resgatou um empate no Pavilhão da Luz para o Campeonato num encontro em que esteve por duas vezes em vantagem no marcador. Agora, o ascendente teórico dos encarnados voltou a confirmar-se, com um triunfo por 4-3 carimbado nos minutos finais que reforçou a liderança do grupo B da Champions com mais oito pontos do que o Liceo, que venceu esta noite o Bassano e ultrapassou os leões na segunda posição.

Xano quis ser herói, mas no melhor pano cai a nódoa: Benfica e Sporting empatam no primeiro de dois dérbis em quatro dias

O encontro começou com Roberto Di Benedetto a assumir todo o protagonismo, colocando o Benfica logo em vantagem com apenas 36 segundos desviando de forma oportuna sem hipóteses na área um passe de João Rodrigues e devolvendo a assistência ao internacional português num lance quase tirado a papel químico (7′) já depois de ter passado pelo banco por um cartão azul depois de uma picardia com Rafa Bessa (4′). Os encarnados tinham o domínio da partida contando com um Conti Acevedo particularmente inspirado na baliza dos visitados mas num minuto tudo mudou, com Henrique Magalhães a reduzir num lance de insistência a fazer uma recarga de forma oportuna na área e Danilo Rampulla a empatar de seguida o dérbi numa grande penalidade muito perto do intervalo (24′). Tudo voltava à “estaca zero” no Pavilhão da Luz.

O segundo tempo teve menos golos e menos oportunidades, com as duas equipas mais fortes na organização defensiva sempre a explorarem as transições em busca do golo que voltasse a desbloquear a partida. Mais uma vez, como acontecera por exemplo no Dragão Arena, Zé Miranda voltou a ser determinante com o poder de fogo de meia distância, recolocando o Benfica na frente (31′) antes de uma situação de power play por azul a Rafa Bessa que não foi aproveitada. Os encarnados não chegaram ao golo que poderia “sentenciar” o jogo, os leões nunca desligaram e, num livre direto pela décima falta dos visitados, Nolito Romero restabeleceu o empate (45′). Edu Castro voltou a parar a partida e foi aí que reapareceu a melhor versão do Benfica, com Roby Di Benedetto a marcar o 4-3 final fazendo passar a bola por baixo de Xano Edo (47′).

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