O Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) serviu cerca de 10.000 refeições durante o apoio de emergência às populações afetadas pela depressão Kristin na zona de Leiria, no final de janeiro.

Segundo o relatório do Plano para a Resposta Sazonal em Saúde — Módulo inverno 2025/2026, a que a Lusa teve acesso esta quarta-feira, a intervenção do SUCH focou-se no apoio a instituições e cidadãos que, devido aos danos provocados pelo temporal, às evacuações ou a falhas de energia prolongadas se viram privados de meios para confecionar as suas próprias refeições. Foram abrangidos por este apoio utentes de instituições de solidariedade social, mas também famílias desalojadas e pessoas não institucionalizadas.

A informação disponível neste relatório indica que foram servidos 2.020 pequenos-almoços, 1.984 almoços, 1.984 lanches, 1.985 jantares e 1.776 ceias durante o período da intervenção. Para além das refeições, foram distribuídos 785 litros de água, 350 boiões de fruta e 118 litros de leite. Este apoio de emergência decorreu de 31 de janeiro a 13 de fevereiro, com um prolongamento até 22 de fevereiro para o Instituto de Acolhimento (IML), que acolhe jovens dos seis aos 18 anos.

Também na área de Gestão e Tratamento de Roupa Hospitalar houve necessidade de intervenção de urgência para fornecer roupa lavada e pronta a utilizar, tendo sido a rede de distribuição junto das instituições assegurada pelas equipas da Segurança Social da região de Leiria.

Inicialmente, as refeições foram garantidas pela equipa do SUCH afeta à cozinha da Unidade Hospitalar de Vila Franca de Xira, mas a operação teve depois de ser ajustada, com a produção centralizada na Cozinha Central do Centro João Paulo II, em Fátima.

A depressão Kristin atingiu sobretudo a região Centro do país, no final de janeiro. Depois desta depressão, o território nacional foi atingido, em fevereiro e março, por outras duas tempestades.

Os temporais provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

Pelo menos 19 pessoas morreram entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem do chamado ‘comboio de tempestades’. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.