A Comissão de Utentes do Itinerário Complementar (IC1) voltou esta quinta-feira a alertar para a degradação do troço daquela via entre as localidades de Palma e Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, exigindo a sua urgente reparação.
“Aquilo é não é uma estrada com buracos, mas um buraco de estrada”, criticou Jacinto Vinagre, porta-voz da comissão de utentes, em declarações à agência Lusa.
Segundo o responsável, apesar das “sucessivas ações” de protesto para exigir a reparação de um troço que tem cerca de 14 quilómetros, a situação persiste.
Este “é um problema que já existe há mais de 15 anos. Já fizemos sucessivas ações para chamar a atenção” dos responsáveis, com vista “à sua reparação, mas sem sucesso”, lamentou.
Em comunicado, a comissão de utentes sublinhou que os utilizadores daquele troço estão a ser “muito prejudicados” devido aos acidentes que têm ocorrido e a danos provocados nas viaturas.
Por a degradação daquele troço ter-se acentuado com as recentes intempéries de janeiro e fevereiro, vincou o porta-voz, a comissão de utentes volta esta quinta-feira a manifestar a sua indignação, promovendo uma marcha lenta automóvel, a partir das 17h00.
“Vamos fazer esta ação para chamar a atenção” das entidades responsáveis, nomeadamente do Governo e da Infraestruturas de Portugal, porque a reparação daquele troço “é uma urgência”, sublinhou.
Para Jacinto Vinagre, “não faz sentido o IC1 ter sido reparado, desde a Marateca até Palma e de Grândola até Alcácer do Sal”, enquanto “estes 14 quilómetros ficaram sempre esquecidos”.
“Quando a ‘troika’ entrou em Portugal, as obras vinham desde a Marateca até Palma e foram suspensas nessa altura e, até hoje, não foram retomadas”, acrescentou.
De acordo com a comissão de utentes, a concentração parte, às 17h00, de Alcácer do Sal, e seguirá em marcha lenta até à aldeia de Alberge, numa extensão aproximada de três quilómetros.