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A presidente da Iniciativa Liberal lamentou esta quinta-feira a eventual marcação de uma nova greve geral contra a revisão da lei laboral e acusou as centrais sindicais de representarem “muito poucos trabalhadores” e estarem “amarradas ao século passado”.

“Qualquer alteração que se queira fazer no país está sempre condicionada, nomeadamente na área do laboral”, afirmou a líder da IL, Mariana Leitão, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita à feira agropecuária Ovibeja, em Beja.

Esse condicionamento, segundo Mariana Leitão, é feito “por centrais sindicais que representam muito poucos trabalhadores, que estão amarradas ao século passado, que não querem avançar e que não querem a mínima modernização no país”.

“Enquanto essa mentalidade se mantiver, cada vez que se fizer alguma coisa, mesmo que ela seja positiva, aquilo que vamos ter é contestação, é greve geral, é resistência”, reiterou.

Assinalando que a IL está “do lado oposto”, a presidente dos liberais frisou que o seu partido quer “mudar para melhor, que as pessoas tenham melhores salários, que o país tenha mais crescimento económico e que produza mais riqueza”.

Só assim se consegue “garantir que as pessoas têm verdadeiramente uma vida digna e que não estejam só a contar tostões ao fim do mês, que, infelizmente, é aquilo que acontece à grande maioria dos portugueses”, defendeu.

Questionada sobre a descida da idade da reforma como uma das exigências do Chega para aprovar a reforma laboral, Mariana Leitão considerou que a proposta é irrealista e foi feita “para tentar ter eventuais ganhos eleitorais ou de simpatia”.

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“Não se pensa nas consequências que isso trará para o país”, salientou, referindo que, se a proposta vingasse, iria “colocar em causa a sustentabilidade da Segurança Social e todo o sistema de pensões tal como está montado”.

A líder dos liberais alertou que a adoção desta medida significa “condenar os jovens à precariedade, através do mercado de trabalho deixando-o tal como está, e, ao mesmo tempo, à miséria”, com “uma pensão miserável”, quando forem mais velhos.

“Devíamos estar preocupados em conseguir apresentar formas de garantir que, por exemplo, os portugueses conseguem poupar mais, desonerando os impostos sobre a poupança” para, assim, se garantir “um verdadeiro pilar de capitalização na Segurança Social”, acrescentou.