O homem detido em Lisboa no âmbito da operação Click&Go, suspeito de branqueamento e abuso de cartão por, alegadamente, se apropriar de dados bancários de uma entidade para adquirir bens para revenda, ficou em prisão preventiva.
Fonte judicial indicou esta segunda-feira à agência Lusa que o arguido, detido na sexta-feira, foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Fafe, distrito de Braga, o qual decretou a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.
A operação Click&Go teve origem num inquérito titulado pelo Ministério Público (MP) junto do Tribunal de Fafe, distrito de Braga.
Em comunicado divulgado no domingo, a Polícia Judiciária (PJ) referiu que o homem é suspeito de se apropriar ilicitamente de dados bancários pertencentes a uma entidade, utilizando-os para aquisição de variados bens de elevado valor económico que, posteriormente, introduzia em circuitos de revenda, visando dissimular a proveniência ilícita das vantagens obtidas, através da atividade criminosa.
Segundo esta força de investigação criminal, a operação Click&Go foi precipitada face à existência de informação de que o suspeito, em situação irregular em território nacional e sem atividade profissional conhecida, poderia abandonar, de forma iminente, a unidade hoteleira onde se encontrava provisoriamente instalado, criando sério risco de fuga e comprometendo a preservação e recolha de prova.
Ainda de acordo com a PJ, “no desenvolvimento de diligências de investigação, que incluíram duas buscas domiciliárias, foram apreendidos relevantes elementos probatórios, nomeadamente diverso equipamento informático e de telecomunicações, documentação bancária e, ainda, uma quantia monetária”.