Os trabalhadores da Otis vão realizar nova greve na quinta-feira em protesto contra a proposta apresentada pela empresa no âmbito das negociações salariais e de outras matérias constantes do caderno reivindicativo.
Segundo a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêuticas, Celulose, Papel, Gráfica, Energia e Minas (Fiequimetal), a paralisação foi decidida em plenários realizados entre o final de maio e o início de junho, nos quais os trabalhadores reafirmaram a exigência de aumentos salariais e melhores condições de vida.
A greve sucede à paralisação realizada em 9 de abril, que os sindicatos representantes dos trabalhadores da empresa de elevadores classificaram como “histórica”.
Para demonstrarem publicamente o seu descontentamento com a “proposta vergonhosa que a gerência apresentou nas reuniões no Ministério do Trabalho”, vão realizar também duas concentrações, no dia da greve, às 9h00, junto da sede da OTIS, em Mem-Martins, e em Vila Nova de Gaia (Candal Park).
Em comunicado, a Fiequimetal e os sindicatos representativos dos trabalhadores da empresa — SIESI, SITE Norte, SITE Centro-Norte e SITE Centro-Sul e Regiões Autónomas — apelam aos trabalhadores “para que façam ouvir a sua voz, aderindo à greve e participando nas concentrações”.
As estruturas sindicais defendem que a empresa dispõe de capacidade financeira para responder às reivindicações dos trabalhadores.
Segundo a Fiequimetal, “a Otis em Portugal, com o profissionalismo e a dedicação dos seus trabalhadores, obteve lucros de cerca de 22 milhões de euros, enquanto os resultados da casa-mãe mostram que está em franco crescimento, com vendas líquidas de 15,3 mil milhões de dólares, no quarto trimestre de 2025”.
Os sindicatos consideram que a administração da Otis Elevadores, filial portuguesa da multinacional, sediada nos EUA , “tem de apresentar uma proposta que vá ao encontro das expectativas e necessidades dos trabalhadores”.