Marine Le Pen vai recorrer da sentença de prisão com pulseira eletrónica, decidida esta terça-feira por um tribunal de recurso. A líder parlamentar da União Nacional (RN, Rassemblement National, em francês) mantém-se, assim, como candidata às eleições presidenciais de 2027, anunciou esta terça-feira à noite, em entrevista à TF1.
“Quero esgotar todas as vias legais para defender a minha inocência neste caso”, declarou a líder do partido de extrema-direita. Ao longo dos últimos meses, Le Pen tinha afirmado repetidas vezes que não seria candidata se fosse condenada a uma pena de pulseira eletrónica, mas, esta terça-feira, afirmou que se mantém como candidata à Presidência da República.
Tribunal condena Marine Le Pen mas deixa porta aberta a candidatura presidencial
“Como tenho a opção de recorrer para o Supremo Tribunal, que não é necessariamente o caso noutros cenários, e como o recurso no Supremo Tribunal suspende os efeitos da decisão atual, eu vou fazer campanha sem uma pulseira eletrónica”, argumentou Le Pen, explicando, assim, a sua posição.
O Tribunal de Recurso de Paris condenou Marine Le Pen, mas não impediu a política francesa de se candidar às eleições presidenciais de 2027. A sentença definiu três anos de prisão, um deles com pulseira eletrónica. O tribunal decretou 45 meses de inelegibilidade para Le Pen, dos quais 30 com pena suspensa. Os restantes 15 meses já foram cumpridos por Le Pen, segundo a imprensa francesa, tendo em conta que a condenação foi emitida a 31 de março de 2025.