Terminou a primeira semana de uma das edições mais rápidas e quentes da Volta a França no século XXI. A 113.ª versão do Tour de France não tem desiludido no capítulo do espectáculo, evidenciando-se com as vitórias de alguns dos melhores ciclistas do planeta, como é o caso de Tadej Pogacar (UAE Team Emirates-XRG), Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), Isaac del Toro (Emirates), Tim Merlier (Soudal Quick-Step), Mads Pedersen (Lidl-Trek) ou Mathieu van der Poel (Alpecin-Premier Tech), que venceu no domingo depois de um vigoroso sprint. Para a história fica uma primeira semana corrida à velocidade de 45,674 km/h e à média de 32,4ºC. Contudo, o que saltou à tona nas últimas horas foi a falta de condições dos hotéis escolhidos pela organização, que está a cargo da ASO, com a intensa onda de calor que assola França a provocar falhas de energia no hotel da Emirates. Por outro lado, os irmãos Halland Johannessen, Tobias e Anders (Uno-X Mobility) mostraram-se a dormir na varanda depois de terem registado a falta de higiene nos seus quartos, nomeadamente com a presença de teias de aranha.
“Espero que amanhã [segunda-feira] seja um dia tranquilo e que possamos dar uma volta leve e ter um bom descanso. O objetivo principal é manter a camisola amarela, mas às vezes a melhor defesa é o ataque. Veremos o que acontecerá nos próximos dias, mas certamente o dia depois do descanso será um dia realmente difícil para a nossa equipa novamente. Vamos ver”, partilhou o maillot jaune, que aproveitou o dia de descanso para treinar na bicicleta de contrarrelógio, antecipando a etapa que marca o início da última semana.
“Vamos tentar esconder-no no pelotão e tentar a fuga hoje [terça-feira]. Tivemos um bom dia [de descanso]. Fizemos um treino curto. Le Lioran? Foi uma etapa especial para mim. Foi uma vitória muito bonita para mim, porque ganhei depois da queda que tive [na Volta ao País Basco]. Foram alguns meses muito difíceis antes disso. Agora estamos de volta aqui. Tenho boas lembranças e hoje há outra luta. Vencer? Sim, acho que sim. Nunca desisto, e naquele dia eu nunca desisti. Será o mesmo neste Tour. Não vou desistir até chegarmos em Paris”, assumiu Vingegaard.
???? The second week is off to a flying start! It’s set to be a spectacular 14 July with an explosive stage in the Massif Central!
???? La 2ème semaine commence fort ! Feu d'artifice en ce 14 juillet avec une étape explosive dans le Massif Central !#TDF2026 pic.twitter.com/Xrl6mQxTns
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Como habitual, o Dia da Bastilha contou com mais uma grande etapa, com 166 quilómetros e cerca de 3.800 metros de desnível positivo acumulado, distribuídos por sete subidas categorizadas. O grande destaque foram os últimos 60 quilómetros, que contaram com quatro subidas, com destaque para o Puy Mary (7,7 km a 5,9%), local onde Pogacar atacou Vingegaard em 2024, mas acabou por ser batido ao sprint em Le Lioran, naquela foi a sua única derrota para o dinamarquês num sprint direto. O final desta etapa acabou por ser igual ao de há dois anos, com a tirada a começar com muitos ataques, a começar pelos sprinters, que viram Pedersen vencer mais um sprint intermédio.
Nelson Oliveira (Movistar) também chegou a andar em fuga, mas o ritmo do pelotão, na maioria assumido pela Emirates, foi diluindo as tentativas. Já no Puy Mary, Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) distanciou-se e, na descida, Tom Pidcock e Chris Harper (Pinarello Q36.5) e Matteo Jorgenson (Visma) caíram, mas o britânico reentrou pouco depois. Na subida seguinte, o Col de Pertus, Mattias Skjelmose (Lidl) e Egan Bernal (Netcompany Ineos) foram os primeiros candidatos a ficar para trás, seguindo-se Tobias Johannessen. Nessa altura, Davide Piganzoli (Visma) acelerou com Vingegaard na sua roda, mas Pogacar atacou uns metros depois e não encontrou qualquer resposta. Com o seu ritmo alucinante, o campeão do mundo passou diretamente por Carapaz a 200 metros do alto e reforçou a liderança da camisola da montanha com 20 segundos de vantagem para Vingegaard.
Está desatado.
Es una máquina de ganar.???? NADIE PUEDE SEGUIR A POGACAR.#TDF2026 #LaCasadelCiclismo pic.twitter.com/IFcfjGHHjr
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O grupo do dinamarquês, que tinha também Remco Evenepoel e Florian Lipowitz (Red Bull-Bora-hansgrohe), Juan Ayuso e Skjlemose (Lidl) e Paul Seixas (Decathlon CMA CGM) alcançou o equatoriano no início da última subida e, quando o colega passava pela frente, o campeão do mundo de contrarrelógio perdeu o contacto com o grupo perseguidor, ao mesmo tempo que Del Toro deixava para trás Lenny Martinez (Bahrain-Victorious) e Pidcock mais atrás. Com a vitória consumada, Pogacar venceu pela terceira vez no Tour no dia de festa para o povo francês, depois de 2021 e 2024. Esta foi a 124.ª vitória do esloveno na carreira e a 24.ª na Volta a França, estando agora a 11 do recordista Mark Cavendish. No sprint final, Evenepoel ainda recuperou a tempo de ser segundo, a 32 segundos, com Seixas em terceiro, a 34. Vingegaard perdeu o contacto com o grupo e não foi além do sétimo lugar, a 44.
Na geral, Tadej Pogacar tem agora 3.36 minutos de vantagem para Jonas Vingegaard, que viu a luta pelo segundo luga relançar-se, dado que tem três rivais a menos de um minuto. O terceiro posto é de Remco Evenepoel, a 4.06 do líder, com Juan Ayuso em quarto, a 4.22, e Paul Seixas em quinto, a 4.35. Segue-se Florian Lipowitz, a 4.44, e Isaac del Toro, a 5.08.
GLORIA Y HONOR AL NÚMERO UNO.
???????????????????? ???????????????????????????? toma la revancha en Le Lioran y da otro paso hacia su quinto Tour de Francia.#TDF2026 #LaCasadelCiclismo pic.twitter.com/maxFGJidtI
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