A adesão à greve dos técnicos de apoio à infância (TAI) na Madeira ronda esta terça-feira os 95%, mantendo os níveis registados na segunda-feira, indicou o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (Sintap).
“Este nível de adesão demonstra, de forma inequívoca, a determinação dos TAI em exigir uma revisão séria, responsável e verdadeiramente valorizadora da profissão”, afirma o sindicato, em comunicado.
O Sintap refere que a secretária regional da Educação, Elsa Fernandes, remeteu na segunda-feira uma proposta ao sindicato que “continua a ignorar as reivindicações fundamentais” dos trabalhadores.
“Pelo contrário, a alteração do conteúdo funcional sugerida agrava ainda mais a situação dos trabalhadores, desvalorizando competências, funções e responsabilidades que são essenciais ao bom funcionamento das respostas sociais e educativas”, defende.
O sindicato assegura que os técnicos de apoio à infância “vão continuar a lutar por uma carreira que reconheça o seu papel central no desenvolvimento das crianças, pela dignificação das suas funções e por condições de trabalho que respeitem a exigência técnica e humana da profissão”.
A greve, inicialmente marcada por três sindicatos do setor, foi desconvocada por duas das estruturas depois da assinatura de um memorando de entendimento com a Secretaria de Educação, tutelada por Elsa Fernandes, na semana passada, nomeadamente o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) e o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública da região (STFP-RAM).
Já o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas alega que não foi convocado pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP) para qualquer processo negocial e manteve a paralisação.
Os TAI defendem a criação de uma ou duas categorias para assegurar a progressão, uma vez que se trata de uma carreira com uma única categoria.
Pretendem igualmente a redução da carga horária consoante a idade, um subsídio de risco e a atualização do conteúdo funcional, bem como a regulamentação das atividades de apoio à família e a obrigatoriedade de TAI especializados em salas com crianças com necessidades especiais, assegurando educação inclusiva, proteção e recursos humanos qualificados.