O ministro das Infraestruturas dirigiu um “sincero obrigado a Luís Neves”, o ministro da Administração Interna, que está debaixo de fogo por causa das polémicas na PJ. No final da apresentação do relatório técnico sobre o novo aeroporto de Lisboa, Miguel Pinto Luz atribuiu ao “espírito de liderança e à capacidade de resolver” de Luís Neves a redução dos tempos de espera nos aeroportos.
As demoras na autorização de entradas de passageiros de fora do espaço Schengen devido ao novo sistema de controlo de entradas foram consideradas pelo próprio Governo como um “embaraço nacional”.
O elogio ao ministro da Administração Interna foi o último de um conjunto de agradecimentos feitos por Pinto Luz aos vários membros do Governo pelo seu empenho no desenvolvimento do projeto do novo aeroporto, citando os ministros da Defesa, do Ambiente, das Finanças e da Coesão e destacando “o primeiro-ministro que assume o risco todos os dias e delega sem complexos nem receios com o foco de servir melhor”.
Pinto Luz assinalou o consenso político, a convergência técnica e um consenso político em redor deste projeto, considerando que o consenso mais importante é o “dos portugueses que estavam fartos de não rematar à baliza”.
Segundo Miguel Pinto Luz, o Governo tem dado a conhecer o que está a ser feito e a mostrar o trabalho da ANA na preparação da candidatura realizado nos últimos dois anos. “Que estes dois anos sirvam de exemplo e contaminação positiva”, realçando que os tempos de suspensão de decisões de investimento acabaram.
Prometendo toda a transparência sobre o processo de desenvolvimento, disse ainda que o Governo está preparado para a “crítica fácil”, ao mesmo tempo que deixou um recado para os “velhos do Restelo que querem viver do imobilismo. Não vão ter mais alimento”.
A construção do novo aeroporto vai arrancar em 2029, estando a sua abertura prevista para 2035. A nova infraestrutura terá capacidade para receber 56 milhões de passageiros e será a parte mais importante de uma estratégia de reforço da capacidade aeroportuária nacional que permitirá ao país receber mais de 100 milhões de passageiros por ano. Número que inclui 30 milhões de passageiros planeados para o aeroporto Francisco Sá Carneiro no Porto.