A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou esta quarta-feira o licenciamento da operação de loteamento A da Unidade de Execução da Matinha, na freguesia de Marvila, para a criação de 22 lotes com 771 fogos.

A proposta da liderança PSD/CDS-PP/IL foi discutida em reunião privada do executivo e aprovada com os votos contra de PS, Livre e BE e a abstenção de PCP e Chega, disseram à Lusa fontes camarárias.

Segundo nota publicada no site da CML, a operação está integrada no Plano de Pormenor da Matinha, prevendo o loteamento para os terrenos localizados entre a Avenida Marechal Gomes da Costa, a Rua da Cintura do Porto de Lisboa e a Rua de Vale Formoso.

“Este loteamento constitui o primeiro passo para a concretização do Plano de Pormenor da Matinha, impulsionando a regeneração de uma antiga área industrial e a criação de um novo bairro multifuncional na zona oriental da cidade”, apontou a liderança de Carlos Moedas (PSD), considerando que, “com esta intervenção, Lisboa prossegue a requalificação da sua frente oriental, promovendo mais habitação e uma maior ligação da cidade ao rio Tejo, através da continuidade da frente ribeirinha”.

O projeto tem uma superfície total de pavimento de 123.632 m² e inclui espaços verdes e equipamentos de utilização coletiva, 318 lugares de estacionamento público à superfície e 132 lugares cobertos, “bem como melhorias significativas nas infraestruturas viárias envolventes”, detalhou a CML.

Em comunicado, o promotor imobiliário Vic Properties, que recebeu assim “luz verde” da CML ao projeto de loteamento, considerou que este é “um passo crucial para o reforço da oferta habitacional na cidade”.

Entre as principais intervenções, o promotor destacou o prolongamento da Alameda dos Oceanos, através da criação de um novo eixo viário e de uma nova rotunda, que implicará a remoção do atual viaduto da Avenida Marechal Gomes da Costa, e a extensão do Parque Ribeirinho Oriente até à Marina do Parque das Nações, criando uma zona verde com uma extensão superior a um quilómetro (km).

Com um valor bruto global de desenvolvimento de cerca de 2 mil milhões de euros, o projeto prevê, na globalidade, a criação de aproximadamente 2.000 novas habitações, 120.000 m² de espaços verdes e equipamentos dedicados ao lazer, 65.000 m² de serviços e retalho, bem como uma nova escola e vários locais de entretenimento, detalhou a Vic Properties, que tem a expectativa de que os trabalhos possam arrancar no próximo ano.

Ao longo da fase de construção, está prevista a criação de 3.000 postos de trabalho.