A Câmara de Amarante vai entregar ainda no verão cerca de 80 novas casas, de um pacote total de 253 habitações intervencionadas no âmbito do programa 1.º Direito para arrendamento apoiado, no valor de 14,9 milhões de euros, foi esta quinta-feira anunciado.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da autarquia, Jorge Ricardo (PSD/CDS-PP), reconheceu que Amarante não foge à regra no contexto do país em matéria de necessidade de habitação e contou que, das 253 soluções habitacionais agora anunciadas, 127 correspondem a novas habitações e 126 são fruto de reabilitação de habitações ocupadas.
“Em Amarante, as rendas também estão a triplicar o valor que era aqui há dois, três anos. Também daí haver aqui uma procura aos nossos serviços de apoio, de ajuda, porque as pessoas são confrontadas com as renovações dos contratos, em que muitas vezes duplica ou triplica o valor das rendas”, descreveu.
No que diz respeito a reabilitações, em causa está a Urbanização da Bouça do Pombal e de São Lázaro, com projetos já concluídos, bem como a da Devesa-Padronelo e do Bairro Cancela de Abreu, ainda em curso.
As novas 127 habitações estão dispersas pelas diferentes freguesias deste concelho da região do Tâmega e Sousa através da construção de novos edifícios ou da reabilitação de edifícios devolutos, designadamente antigas escolas.
A Câmara de Amarante (distrito do Porto) conta abranger mais de 300 famílias e os jovens terão um incentivo adicional.
“Destinamos cerca de 30% das habitações para os jovens. É um sinal claro de apoio e dizer ‘queremos que continuem cá em Amarante'”, referiu Jorge Ricardo.
Na informação enviada à Lusa, a Câmara de Amarante garante que, “para assegurar uma ocupação célere, transparente e socialmente justa das novas habitações, o município já promoveu o concurso público para a atribuição de cerca de 80 habitações municipais. Para além destas novas soluções habitacionais, encontra-se igualmente em vigor um protocolo que permitirá a futura atribuição de mais 18 habitações, propriedade das Juntas de Freguesia e da Santa Casa da Misericórdia de Amarante”.
Com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), coube ao município a representação dos beneficiários para a execução física e financeira das intervenções, num investimento superior a 1,3 milhões de euros.
“Isto não contabilizando até os próprios terrenos, os projetos, trabalhos que não estão diretamente envolvidos, como arranjos exteriores (…). É um esforço, mas também ficamos satisfeitos porque vemos na região acima do Tâmega e Sousa, Amarante tem cerca de 35% das habitações que foram aprovadas”, disse o autarca.
Lembrando que a estratégia municipal de habitação integra respostas dirigidas a situações de maior vulnerabilidade social e habitacional, a Câmara de Amarante destaca a criação de três alojamentos integrados na Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário (BNAUT) e a disponibilização de oito vagas destinadas ao acolhimento temporário de pessoas e famílias que enfrentam situações de emergência habitacional, nomeadamente na sequência de violência doméstica, perda súbita de habitação, catástrofes, processos de despejo ou outras circunstâncias de especial fragilidade social.