O presidente da Câmara de Aveiro, Luís Souto Miranda (PSD/CDS/PPM), revelou esta quinta-feira que a obra de requalificação do parque de campismo de São Jacinto vai começar em setembro.
O autarca falava durante o período antes da ordem do dia da reunião pública do executivo municipal, que decorreu hoje em São Jacinto, assinalando o início das presidências abertas nas freguesias.
Luís Souto referiu que, após a conclusão da obra, o município irá “avaliar a forma como o parque de campismo vai ser gerido”, adiantando que o mais importante é que ele seja um mecanismo de atratividade de São Jacinto.
A empreitada de requalificação do Parque de Campismo de São Jacinto foi adjudicada por 2,2 milhões de euros pelo anterior executivo liderado por Ribau Esteves em outubro de 2025, na última reunião pública antes das eleições autárquicas, e tem um prazo de execução de 210 dias.
O projeto de requalificação tem como objetivo central a melhoria e qualificação da infraestrutura, com intervenções de conservação e pequenas alterações funcionais nas instalações e espaços existentes, garantindo maior conforto, segurança e sustentabilidade ambiental, em respeito pelos valores naturais que caracterizam a área envolvente.
Com esta obra, a autarquia vai reorganizar o estacionamento, criando uma área dedicada às autocaravanas, substituir todas as coberturas em fibrocimento por coberturas em telha ou chapa metálica.
Os trabalhos incluem, ainda, o reforço da arborização e zonas verdes, a substituição das infraestruturas elétricas e de águas residuais domésticas, e a modernização da rede de proteção contra incêndios, entre outros melhoramentos.
O Parque de Campismo de São Jacinto está encerrado desde o final de 2022, após a câmara ter decidido a rescisão unilateral do Protocolo de Delegação de Competências da Gestão pela Junta de Freguesia de São Jacinto.
Alguns campistas que não queriam abandonar o Parque de Campismo intentaram uma providência cautelar junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro para suspender e anular as deliberações camarárias, culminando o litígio num acordo judicial, que permitiu a desocupação do espaço.
O terreno onde se encontra instalado o parque de campismo foi entretanto cedido pelo período de 50 anos à câmara, através de um auto de cedência de utilização que foi assinado com a Estamo (que gere aquele património do Estado).
O contrato estabelece uma contrapartida financeira a pagar pela câmara à Estamo, empresa pública responsável pela gestão, valorização e rentabilização do património imobiliário do Estado, no valor anual de 9.491 euros.