A Câmara de Aveiro vai avançar com uma alteração ao Plano Diretor Municipal (PDM) para permitir o aumento da capacidade de habitação no município, apostando no aumento da construção em altura.

Na reunião pública do executivo municipal, que decorreu esta terça-feira, foi aprovado por unanimidade o início do procedimento da primeira alteração à primeira revisão do PDM.

O presidente da Câmara, Luís Souto Miranda (PSD/CDS-PP/PPM), explicou que esta alteração tem como objetivo “criar as condições para ter um crescimento habitacional que com a configuração do PDM atual está limitado”.

O autarca realçou que se trata de uma medida com uma importância política muito grande, adiantando que esta proposta é parte da estratégia da autarquia para atacar o problema da falta de habitação em Aveiro.

“Temos muitas formas de abordar a questão da habitação – com tendas, sem tendas. A nossa é esta que é a que efetivamente vai trazer possibilidade de crescimento da habitação”, disse, adiantando que o problema da habitação atinge não só o município, mas também o país e a Europa.

Luís Souto defendeu que o município tem de acabar com o dogma que foi criado de que Aveiro não podia crescer em altura, tendo em conta um interesse maior que é o crescimento da oferta da habitação no concelho.

“Se há limitação de terrenos no espaço urbano, tirando locais históricos e com determinados elementos paisagísticos, Aveiro tem de começar a pensar que tem de crescer em altura”, disse.

Outra das medidas, segundo Luís Souto, passa pela criação de novas centralidades para aumentar a oferta habitacional e a atratividade das freguesias para que as pessoas tenham vontade de ir viver para outros locais e não se concentrem nas mesmas zonas.

Na mesma ocasião, a vereadora Ana Cláudia Oliveira, que tem o pelouro das Obras Particulares, disse que o planeamento tem de acompanhar as mudanças ocorridas no município desde 2019.

Segundo Ana Oliveira, no final de 2025, o concelho contava com 91.397 habitantes, o que representa um crescimento populacional de 9,2% relativamente a 2021, acima da média nacional.

“São cerca de 7.700 novos residentes em apenas quatro anos”, observou a vereadora, adiantando que esse crescimento coloca novas exigências no território e exige respostas concretas ao nível da habitação, das infraestruturas, dos equipamentos, da mobilidade e da organização das centralidades urbanas.