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Hipopótamo-pigmeu em risco de extinção nasce no Zoo Santo Inácio em Gaia

Batizado Poipoi, é a quinta cria do casal Romina e Kibwana. O sexo masculino torna o nascimento ainda mais relevante para a diversidade genética da população europeia.

O Zoo Santo Inácio alberga cerca de 500 animais de 100 espécies, tendo já favorecido o nascimento de mais de 275 crias integradas nos programas de Preservação EEP
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▲O Zoo Santo Inácio alberga cerca de 500 animais de 100 espécies, tendo já favorecido o nascimento de mais de 275 crias integradas nos programas de Preservação EEP

▲O Zoo Santo Inácio alberga cerca de 500 animais de 100 espécies, tendo já favorecido o nascimento de mais de 275 crias integradas nos programas de Preservação EEP

Um hipopótamo-pigmeu, entretanto batizado de Poipoi, nasceu no jardim zoológico de Santo Inácio, em Vila Nova de Gaia, foi esta segunda-feira anunciado, sendo a quinta cria desta espécie em risco de extinção que nasce no local.

Segundo um comunicado enviado às redações pelo jardim zoológico, em causa está “o nascimento de mais uma cria de hipopótamo-pigmeu (Choeropsis liberiensis), uma das espécies de mamíferos mais ameaçadas do mundo”.

Poipoi, como foi entretanto batizado, “é a quinta cria de Romina e Kibwana e representa um importante contributo para a conservação de uma espécie da qual restam menos de 2.400 indivíduos na natureza”, pode ler-se no texto.

“Esta é a quinta cria de Romina e Kibwana, um casal reprodutor que tem desempenhado um papel relevante no Programa EEP [Programa Europeu para Espécies Ameaçadas]. De acordo com o comportamento natural da espécie, a progenitora permanece separada do macho durante os primeiros meses de vida da cria. Nesta fase, Poipoi e Romina podem ser observados no habitat exterior durante a manhã, enquanto Kibwana ocupa o mesmo espaço durante a tarde”, descreve o zoo de Santo Inácio.

A espécie é considerada “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), integrando o Programa Europeu para Espécies Ameaçadas (EEP), coordenado pela Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA), segundo o zoo.

“Este nascimento assume especial relevância por se tratar de uma cria do sexo masculino, numa espécie em que apenas cerca de um em cada 10 nascimentos é um macho, tornando cada cria particularmente importante para a diversidade genética da população europeia”, aponta.

Citada no comunicado, Teresa Guedes, diretora do Zoo Santo Inácio, explica que “cada nascimento de um hipopótamo-pigmeu representa um contributo importante para o futuro da espécie”, sendo que neste caso “assume um significado especial por resultar do trabalho coordenado entre os jardins zoológicos europeus para preservar a diversidade genética desta população”, um “esforço conjunto que permite reforçar a conservação de uma das espécies de mamíferos mais ameaçadas do mundo”.

Através do Programa Europeu para Espécies Ameaçadas (EEP), o Zoo Santo Inácio trabalha em conjunto com outros jardins zoológicos europeus para assegurar a reprodução de diversas espécies, como o hipopótamo-pigmeu, de forma controlada, evitando a consanguinidade e preservando a diversidade genética da espécie, aponta o comunicado.

Estima-se que existam apenas entre 2.000 e 2.400 indivíduos desta espécie, cujas ameaças são “a destruição e fragmentação das florestas da África Ocidental, provocadas pela expansão agrícola e pela instalação de plantações para produção de borracha, café e óleo de palma”, que “continuam a reduzir o habitat desta espécie”.

“A caça ilegal permanece igualmente uma das principais ameaças à sua sobrevivência“, refere o zoo.

O Zoo Santo Inácio alberga cerca de 500 animais de 100 espécies, tendo já favorecido o nascimento de mais de 275 crias integradas nos programas de Preservação EEP.

De acordo com o zoo, estes animais de pele nua e lisa, de cor castanho-escura que se desvanece para uma cor mais clara na barriga e na garganta, podem ter entre 1,40 e 1,60 metros de comprimento e pesar de 180 a 270 quilogramas.

O hipopótamo-pigmeu tem válvulas musculares nos ouvidos e no nariz, o que lhe permite fechá-los debaixo de água.

Habita maioritariamente na Libéria, mas também na Nigéria, Serra Leoa, Guiné e Costa do Marfim, refere o ‘site’ do zoo.

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