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O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou esta quarta-feira Israel de procurar “apagar a Palestina da agenda mundial” e prometeu continuar a defender “com máxima firmeza” a causa palestiniana.

“É evidente que o Governo de Netanyahu procura apagar a Palestina da agenda mundial, explorando o caos e os novos conflitos na região. Faça o que fizer, não terá sucesso”, declarou o chefe de Estado turco numa conferência de imprensa em Ancara com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.

“A causa palestiniana continuará a ganhar importância no coração do povo, apesar dos esforços para a destruir. A Turquia continuará a defender a causa palestiniana com a máxima firmeza e em todas as instâncias“, prosseguiu Erdogan.

“Apesar da atitude construtiva dos nossos irmãos e irmãs palestinianos, o atual Governo israelita persiste no seu comportamento agressivo”, acrescentou o Presidente turco.

Mahmoud Abbas defendeu que “uma paz justa só pode ser alcançada com o fim da ocupação [israelita nos territórios palestinianos] e o estabelecimento de um Estado palestiniano independente, com Jerusalém Oriental como a sua capital”.

“Apoiamos os esforços internacionais para implementar a Resolução 2803 para garantir o fim da guerra, a restauração da legitimidade palestiniana em Gaza e a transição para um processo político, reafirmando que a Faixa de Gaza é parte integrante do Estado da Palestina”, acrescentou.

Erdogan, acérrimo defensor da causa palestiniana, acusa regularmente Israel de perpetrar genocídio contra os palestinianos na Faixa de Gaza, motivando protestos por parte do Governo israelita.

O Presidente turco tem visado particularmente o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que chegou a comparar por diversas vezes a Adolf Hitler, líder do regime nazi alemão responsável pelo Holocausto contra os judeus.

Depois de a África do Sul ter apresentado uma queixa contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) em 2023, acusando este país de violar a Convenção sobre o Genocídio de 1948 com as suas ações militares em Gaza, a Turquia pediu formalmente em 2024 para participar no processo como interveniente, juntando-se a Espanha, México, Colômbia, Nicarágua e outros países.

Ancara apresentou uma declaração de 43 páginas ao TIJ, em que o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco justificou a medida como um reflexo da importância que atribui à resolução da questão palestiniana “dentro do quadro da lei e da justiça”.

Os trâmites do caso ainda prosseguem no TIJ, cujas decisões finais podem demorar anos.