Os dados finais da contagem de votos dão a vitória ao “não” no referendo ao regresso às negociações para a adesão à União Europeia. A meio da manhã deste domingo, já com contagem fechada na região sudoeste do país (a última a fechar as contas), os islandeses rejeitaram Bruxelas: 52,8% dos votos no referendo foram para o “não”, contra 47,2% para o “sim”.
Este sábado, a Islândia votava pela retoma ou não das negociações de adesão à União Europeia, suspensas há 11 anos. As urnas encerraram pelas 22h locais, 23h em Portugal continental.
De acordo com o jornal local Visir, a participação eleitoral foi semelhante à das últimas eleições parlamentares de 2024. Até poucos dias antes da votação, as sondagens indicavam uma disputa acirrada. Entre os argumentos pelo “não”, destacam-se a manutenção da soberania e dos lucros na indústria da pesca. Já o “sim” visa mais segurança e uma moeda mais estável.
O referendo estava previsto para 2027, mas foi a votos este sábado antecipadamente por motivos sobretudo económicos. “A economia, as taxas de juro, o controlo sobre recursos naturais e a soberania ocupam um lugar muito mais importante tanto na mente dos eleitores como na dos candidatos”, explica ao Observador Kristinn Árni Hróbjartsson, o cofundador e diretor do think tank islandês Varða, focado na segurança e resiliência.
Trump, moeda e pescas. Islândia vai a referendo para decidir retoma de negociações para adesão à UE
Artigo atualizado às 11h10 de domingo, 30 de agosto, com a informação final sobre a contagem dos votos.