Ganhou uma medalha nos Jogos Olímpicos de Paris, tinha feito antes vários pódios nas principais provas internacionais, continuou a vencer depois do bronze olímpico. De forma quase natural, Patrícia Sampaio foi assumindo com o tempo o rosto principal do judo português, ganhando em todas as grandes competições e assumindo a liderança do ranking mundial de -78kg. Este ano, claro, era mais um. Para ganhar, para evoluir, para continuar o caminho para chegar da melhor forma a Los Angeles-2028. Em fevereiro, tudo mudou.

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Não era só uma lesão, era mais uma lesão. Só entre 2020 e 2022, num período em que acabou por “adiar” esse aparecimento em grande no plano internacional, a judoca da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais sofreu uma fratura na perna no Grand Slam de Budapeste em 2020, voltou a ter um problema na perna no Europeu de 2021 e contraiu uma luxação no ombro no Europeu de 2022. Recuperou sempre, voltou sempre. Aí e agora, com uma rotura no ligamento lateral interno do joelho esquerdo contraída num treino no Olympic Training Camp de Paris, após o Grand Slam de Paris, a obrigar a mais uma longa paragem.

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“Estima-se que a atleta esteja em condições de regressar à competição ativa durante o terceiro trimestre do ano, focada na preparação para os grandes desafios que se seguem no calendário internacional”, explicava o clube, apontando num cenário otimista para o Campeonato do Mundo, em Baku, no mês de outubro, como data de regresso (perdendo assim o Europeu e vários Grand Slams, no arranque da qualificação para os Jogos de 2028). Mais uma vez, a veia guerreira foi mais forte e voltou antes do tempo, tendo agora o primeiro teste depois do período de paragem no Grand Slam de Lausanne. Mais uma vez, saiu com uma medalha.

[Ouça aqui a entrevista de Patrícia Sampaio no Em 40 minutos da Rádio Observador]

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Atual décima classificada do ranking mundial de -78kg, Patrícia Sampaio, que ficou isenta da ronda inicial, começou o bloco matinal com dois triunfos claros por ippon frente à russa Alexandra Riabchenko (30.ª) e à francesa Kaila Issoufi, oitava do mundo, perdendo depois no golden score ao fim de quase nove minutos de combate frente à atual líder do ranking, a alemã Anna Monta Olek. Já no bloco da tarde, a portuguesa voltou ao tatami para discutir a medalha de bronze, chegando a uma nova vitória indiscutível, neste caso por waza-ari, com a austríaca Elena Dengg, 92.ª do ranking mundial. Kaila Issoufi ficou com a outra medalha de bronze, ao passo que Anna Monta Olek venceu a número 2 mundial, Yelyzaveta Lytvynenko (EAU), na final.