O governo do estado de Nova Gales do Sul investiu 34 milhões de dólares australianos (cerca de 21 milhões de euros) em drones para monitorizar tubarões e reforçar a segurança dos banhistas. A iniciativa permite que as 38 praias de Sydney sejam vigiadas pelos aparelhos desde o amanhecer até ao anoitecer, durante todo o ano.
Ao todo, segundo o The Guardian, 70 praias do estado de Nova Gales do Sul fazem parte do programa de monitorização contínua, enquanto outras beneficiarão de uma vigilância reforçada durante o verão e as férias escolares.
A vigilância por drones não era permitida na praia de Coogee, uma vez que esta se encontra diretamente sob a rota de voo da pista leste-oeste do aeroporto de Sydney. A situação mudou após o ataque de tubarão-branco sofrido, em junho, por Leah Stewart, uma professora de 34 anos, que acabou por perder um braço.
O ataque, um dos vários registados em Sydney nos últimos 12 meses, levou o governo estadual a reforçar significativamente as medidas de prevenção de ataques de tubarão e a lançar a nova iniciativa.
Em entrevista ao The Guardian, Taha Kafil-Hussain, operador de drones da Surf Life Saving NSW — que pilota um destes aparelhos sobre a praia de Coogee — afirmou que a tecnologia está a ajudar a manter os banhistas em segurança.
Em voos de cerca de 20 minutos, Kafil-Hussain percorre meticulosamente a baía, seguindo trajetos sucessivos em diferentes direções até cobrir toda a área. No monitor, os movimentos deixam um padrão semelhante a uma grelha. A atenção está centrada em “qualquer coisa que se desloque de forma invulgar, contra a corrente, que tenha uma forma ligeiramente alongada — qualquer coisa viva, na verdade”.
Christopher Pepin-Neff, especialista em políticas de gestão de tubarões e professor associado da Universidade de Sydney, considera que “os drones são a melhor tecnologia que temos neste momento”. No entanto, afirma que existem “ressalvas importantes”.
“Em dias de vento, se o tubarão for muito pequeno, o operador do drone não o conseguirá ver, caso esteja lá”, disse Pepin-Neff, citado pelo jornal britânico. “Estou um pouco apreensivo porque, na ausência de uma grande campanha de sensibilização pública, corremos o risco de assustar as pessoas”.
Desde 1 de julho, o Governo de Nova Gales do Sul registou a presença de mais de 750 tubarões e existiram mais de 200 intervenções por parte da Surf Life Saving NSW. As estações de monitorização estão atualmente a acompanhar 1.698 tubarões-brancos, 938 tubarões-tigre e 374 tubarões-touro, considerados “tubarões-alvo” por serem as espécies mais frequentemente associadas a ataques graves.
[De regresso a Portugal, Carvalhão Gil garante que não se vendeu aos russos e que nem sequer sabia que o homem com quem foi detido trabalhava para o SVR. Para ele, era só um “parceiro de negócios”. Mas as buscas às casas do espião contam uma história diferente: a PJ encontra milhares de euros escondidos em casacos, gavetas e envelopes; dezenas de documentos secretos espalhados pelas várias divisões; e até um revólver dissimulado numa estante. Já está disponível o quinto episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor”. Pode ouvir no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]