O PCP entregou esta sexta-feira no Ministério das Infraestruturas e da Habitação uma petição com cerca de 5.000 assinaturas contra a Linha Circular do Metropolitano de Lisboa e em defesa da solução de uma Linha em Laço.
O documento foi entregue por uma comitiva do Partido Comunista Português, liderada pelo vereador do PCP na Câmara Municipal de Lisboa, João Ferreira, defendendo a manutenção das ligações atualmente asseguradas pela rede do Metropolitano de Lisboa.
No final da ação, em declarações à agência Lusa, João Ferreira voltou a alertar para os impactos negativos que a opção da Linha Circular terá no funcionamento da rede e na mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.
“Estamos a falar da possibilidade de concretizar uma solução que pode ser dissuasora do uso do metro e do transporte público para centenas de milhares de utilizadores, que atualmente são utilizadores do metro”, apontou.
O autarca explicou que os fatores de dissuasão são “o tempo acrescido na viagem, o número de transbordos adicionais” e os incómodos associados.
O autarca referiu que a comitiva foi recebida por um assessor do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, e pela secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, que lhe transmitiram que o conteúdo da petição seria ponderado pelo Governo.
A Lusa contactou o Ministério das Infraestruturas e da Habitação e aguarda uma resposta.
Também em declarações à Lusa, Humberto Costa, do Movimento de Utentes de Serviços Públicos (MUSP) de Odivelas, defendeu que a solução circular será “altamente penalizadora” para os utilizadores provenientes da periferia, nomeadamente os que utilizam atualmente a Linha Amarela.
“O que é que vai acontecer? Vai haver um seccionamento da linha e vai fazer com que as pessoas que diariamente fazem este percurso tenham que fazer mais dois transbordos”, afirmou.
A Linha Circular pretende ligar a estação do Rato ao Cais do Sodré, com duas novas estações – Estrela e Santos -, numa extensão de dois quilómetros, bem como criar um anel circular na Linha Verde, implicando com o trajeto na Linha Amarela a partir do Campo Grande.
A conclusão da obra da Linha Circular introduzirá um novo interface no Campo Grande, “obrigando milhares de utentes provenientes do Lumiar, Telheiras, Quinta das Conchas, Santa Clara/Ameixoeira e Odivelas a um transbordo adicional para aceder ao centro da cidade”, realçam os peticionários, defendendo que esta alteração representa “um agravamento das condições de mobilidade”.