O presidente do Conselho Metropolitano do Porto, Pedro Duarte, defendeu esta sexta-feira uma estratégia metropolitana para solucionar o “drama social” das pessoas em situação de sem-abrigo.
“Tem de haver uma política municipal e nós, no Porto, estamos a assumi-la de forma, julgo eu, corajosa e muito ativa, mas faz sentido que haja também uma estratégia ao nível metropolitano”, disse o autarca que assume, também, a liderança da Câmara do Porto pelo PSD/CDS-PP/IL.
No final da reunião do Conselho Metropolitano do Porto, o social-democrata lembrou que muitas das pessoas em situação de sem-abrigo vão de uns concelhos para os outros, daí a necessidade de uma resposta conjunta e alargada.
O autarca considerou que, além desta resposta metropolitana, é necessária uma estratégia nacional.
“É fundamental também que o poder central olhe para esta matéria de forma muito efetiva, designadamente ao nível da Segurança Social e ao nível, por exemplo, daquilo que é a política de combate às drogas e às toxicodependências. E isso incorpora, evidentemente, o setor da saúde, da justiça e da administração interna porque tem que haver autoridade policial que reprima este tipo de tráfico e muitas circunstâncias de consumo”, apontou.
Por isso, acrescentou, tem que haver uma conjugação de esforços para este problema e “drama social” que afeta a dignidade das pessoas, a segurança, a tranquilidade e a limpeza urbana.
Muitas das pessoas em situação de sem-abrigo, que são mais de 1.000 no Porto, têm associadas adições, nomeadamente de droga, indicou ainda.
Pedro Duarte lembrou também que abriu, na semana passada, um centro de pernoita no Porto com capacidade para acolher 120 pessoas em situação de sem-abrigo e que, até agora, os dados mostram que quem frequenta aquele espaço são maioritariamente pessoas dos concelhos limítrofes.
“Estando eu a empenhar-me pessoalmente e estando o município do Porto a tentar ativamente encontrar soluções, nós não podemos ficar sozinhos nesta tarefa, é preciso que todos contribuam para que haja respostas eficazes”, sublinhou.