Na terra dos vikings, reinou Portugal. Num desafio substancialmente diferente daquele que enfrentou na quinta-feira frente ao País de Gales, a Seleção Nacional soube sofrer e marcou no pior período da Noruega, aproveitando da melhor forma os erros do experiente Orjan Nyland. Deste jogo saltou à tona a não utilização de Cristiano Ronaldo, que foi suplente não utilizado apenas pela terceira vez no que concerne à sua passagem pela Seleção, com o jogo deste domingo a juntar-se ao duelo de 2008 com a Suíça e ao particular de 2024 com a Croácia. Por outro lado, há um ano que a equipa das quinas não vencia jogos consecutivos em competições oficiais.

O mestre que tem meio mundo na mão chegou a tempo de recuperar a liberdade a caminho da glória (a crónica do Noruega-Portugal)

No que toca às individualidades, os últimos dois golos de Gonçalo Ramos por Portugal foram decisivos, dado que o avançado do AC Milan repetiu o que fez frente à Croácia no Mundial. Noutra perspetiva, o ponta de lança completou o lote de golos frente às equipas da Escandinávia, já que tinha faturado frente à Suécia e à Dinamarca. Quanto a João Félix, o avançado marcou pela segunda vez em jogos consecutivos ao serviço da Seleção, mas agora com apenas três dias de intervalo. Pela negativa, Diogo Costa voltou a sofrer um golo de Erling Haaland, sendo que metade dos seus golos sofridos na presente temporada foram apontados pela estrela norueguesa.

“Ramos? Ganha o mesmo espaço como os outros. Está tudo igual. Quando achar que ele joga, joga, e quando achar que não joga, não joga, como os outros. Repare, não ganhámos ao Azerbaijão nem ao Luxemburgo. Ganhámos, se calhar, ao top 5 da Europa. Esta equipa está lá e tenho de estar satisfeito. Se esta equipa tem mais margem para crescer, claro. Estou a fazer experiências com jogos a sério e, jogo após jogo. Vou tendo cada vez mais ideias para tomar decisões. Voltámos a ser organizados defensivamente e fomos mais criativos ofensivamente, também com a entrada de jogadores. Fomos uma equipa sempre muito serena no campo”, começou por dizer Jorge Jesus.

“Podemos fazer melhor defensivamente, na bola parada. Ofensivamente, na bola parada, não temos ideias, não há ainda um trabalho coletivo, o que é normal. Ainda não tive tempo para isso. Ronaldo? Não entrou, estava a pensar metê-lo na última meia-hora, mas o jogo foi ditando outras coisas e achei que não era o momento para o meter. Ainda há mais dois jogos. Não foi para o proteger em termos físicos, porque ele estava em condições de jogar o tempo que eu quisesse, mas não achei que fosse o momento ideal para ele entrar. Precisava de um jogador com outras características, mas isso não quer dizer que ele esteja fora das opções, pelo contrário. Na Dinamarca, se calhar é ele que vai jogar”, concluiu o selecionador.