O Governo britânico anunciou esta terça-feira que vai manter a gratuidade nas entradas nos museus de Inglaterra a estrangeiros, depois da possibilidade de cobrar bilhetes a visitantes internacionais ter estado sob análise ao longo deste ano.

Em comunicado, o Departamento da Cultura, dos Meios de Comunicação Social e do Desporto (DCMS) do Governo britânico afirmou que o executivo “considera que a cobrança de taxas aos visitantes estrangeiros poderia dissuadir os visitantes nacionais e que os impactos e benefícios dessa cobrança não seriam sentidos de forma equitativa em todo o setor“. Por essa razão, “não irá introduzir taxas para os visitantes estrangeiros” nos museus nacionais de Inglaterra, lê-se na nota.

A entrada livre nos museus nacionais foi inaugurada em 2001 pelo Governo trabalhista de Tony Blair e concerne apenas o território inglês, já que na Escócia, no País de Gales e na Irlanda do Norte essa é uma decisão a ser tomada pelos respetivos governos autónomos.

Essa foi uma iniciativa respeitada por diferentes executivos desde então, mas um estudo independente publicado em dezembro de 2025 veio reabrir a discussão. O documento, encomendado pelo organismo público Arts Council England à antiga ministra trabalhista Margaret Hodge, defende que um modelo de cobrança para turistas internacionais “alinharia o Reino Unido com outros países, como a Nova Zelândia e Singapura, que cobram uma taxa de entrada aos visitantes internacionais, mantendo a entrada gratuita para cidadãos e residentes”, adianta o The Guardian.

Perante esta sugestão, o DCMS “comprometeu-se a colaborar com os setores dos museus e do turismo, bem como com os líderes locais, para analisar se a cobrança de entradas aos visitantes estrangeiros poderia ajudar nas finanças dos museus”, lê-se no comunicado governamental.

A possibilidade de vir a reintroduzir um modelo de cobrança, no entanto, pareceu bem provável em março, quando os ministros do Governo britânico afirmaram que “a cobrança de entradas aos visitantes internacionais nos museus nacionais poderia trazer benefícios significativos”.

Com o recuo nesta medida, o DCMS adianta que o fundo público “Arts Everywhere” está a disponibilizar 760 milhões de libras (aprox. 886,5 milhões de euros) para museus e outros 600 milhões de libras (aprox. 699,9 milhões de euros) destinados a “apoiar os museus nacionais e as organizações culturais patrocinadas pelo DCMS para dar resposta a necessidades críticas de manutenção e obras nas instalações”.

A importância de dar estes apoios, refere, reside no facto dos museus nacionais de Inglaterra contribuírem “com mais de mil milhões de libras [aprox. 1,1 mil milhões de euros] por ano para a economia” e atraírem “visitantes de todo o mundo”. Além disso, “sete dos dez museus mais visitados do Reino Unido são museus nacionais”.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]