O Presidente da Guiné-Conacri, que controla o país após um golpe de Estado em 2021, concedeu um perdão presidencial ao líder da oposição, detido há 21 meses, foi este sábado anunciado.

Mamadi Doumbouya concedeu o perdão a Mamadou Aliou Bah, que estava acusado de insultar o chefe de Estado.

O indulto faz parte de uma onda de amnistias decretada na sexta-feira por Doumbouya por ocasião do 68.º aniversário da independência do país e que beneficiou outras 217 pessoas, de acordo com o decreto lido na televisão pública.

Bah, presidente do partido da oposição Movimento Democrático Liberal (MoDeL), foi detido a 26 de dezembro de 2024 em Pamelap, perto da fronteira com a Serra Leoa, e posteriormente condenado, a 07 de janeiro de 2025, a dois anos de prisão por “ofensa e difamação” contra o chefe de Estado.

Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) determinou que a sua detenção tinha sido arbitrária e ordenou a sua “libertação imediata e incondicional”.