O Tribunal Superior de Londres aceitou a queixa do ex-príncipe André Mountbatten-Windsor, que contestou a legalidade das buscas realizadas pela polícia britânica na sua casa em fevereiro deste ano. O irmão mais novo do Rei Carlos III do Reino Unido foi detido por cerca de 12 horas em 19 de fevereiro por suspeita de má conduta no exercício de cargo público.
Esta quinta-feira, o juiz Nicholas Hilliard reconheceu que os mandados de busca apresentados pela polícia eram “ilegais”, avançou a BBC. O magistrado apontou, no entanto, que tal reconhecimento não invalida os restantes termos da investigação.
As buscas e a detenção ocorreram no âmbito de ficheiros do caso Epstein, que revelaram conversas entre o criminoso e o então duque de Iorque, que na altura atuava como enviado comercial. A justiça britânica suspeita que terão sido partilhadas informações confidenciais do Reino Unido, mas não emitiu nenhuma condenação até ao momento.
“Um erro significativo foi cometido no pedido e na concessão dos mandados de busca”, o que foi “suficiente para tornar os mandados, as buscas e o material apreendido ilegais”, foi referido na mais recente decisão do juiz.
As forças de segurança revistaram uma casa em Sandringham, no leste da Inglaterra, e a antiga morada de André em Windsor, a cerca de 30 quilómetros de Londres. Os itens recolhidos permanecem sob a posse da polícia, pelo que Mountbatten-Windsor se opôs à decisão, que será discutida numa próxima audiência marcada para 2027, mas ainda sem data definida.
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