O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) defendeu neste sábado que o diálogo e o bom senso podem resolver o incidente com o avançado Cristiano Ronaldo na seleção, remetendo eventuais sanções para o Conselho de Disciplina (CD).
“Acredito que, com diálogo, com bom senso, as coisas vão resolver-se”, afirmou Reinaldo Teixeira, à margem da inauguração da segunda fase do Centro de Formação da Associação de Futebol do Porto.
O dirigente escusou-se a mais considerações sobre o abandono do capitão da seleção do estágio, assim como do processo disciplinar instaurado na sexta-feira, pelo CD da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), por ser vice-presidente do organismo que rege a modalidade no país.
“Não me compete, nem devo emitir qualquer opinião sobre o processo, não sei detalhes”, explicou, depois de Pedro Proença já se ter pronunciado, rematando: “Quando há presidentes, os vice-presidentes não falam”.
Ainda assim, classificou Ronaldo como “o maior ativo do mundo a nível de futebol” e manifestou a esperança de um entendimento que beneficie o futebol português, Portugal e a imagem do país no exterior.
Questionado sobre a importância de uma eventual suspensão ou multa, o presidente da LPFP sublinhou a necessidade de todos os intervenientes respeitarem as regras.
“O que é importante é que todos nós, agentes desportivos, cumpramos os regulamentos”, afirmou, recordando que cabe ao CD da FPF, enquanto órgão autónomo, tomar uma decisão.
O dirigente assinalou ainda que o próprio Cristiano Ronaldo fez referência à questão disciplinar no comunicado que divulgou.
Sobre as críticas de dirigentes de clubes à arbitragem, o responsável reafirmou a sua confiança nos árbitros e rejeitou fazer “julgamentos precipitados”.
“O futebol profissional exige uma arbitragem competente”, declarou, lembrando que os erros também acontecem entre dirigentes, jogadores e treinadores.
Quanto às infraestruturas hoje inauguradas, Reinaldo Teixeira elogiou o trabalho desenvolvido pela associação portuense e destacou a importância do investimento para a formação e o futebol amador.
“É marcante para o país, é marcante para o futebol profissional, é marcante para todos nós. Só há profissional se houver, de facto, formação”, concluiu.