O Governo atualizou esta quarta-feira o valor previsto para a construção do módulo cirúrgico do Hospital das Forças Armadas de 14 para 20 milhões de euros e autorizou a aquisição de três novas aeronaves de transporte militar.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, o investimento na construção do módulo cirúrgico do Hospital das Forças Armadas passou de “14,71 para 20,27 milhões de euros, com execução até 2029”.

Esta obra foi anunciada pelo Governo em março do ano passado com um investimento na ordem dos 18,1 milhões de euros, IVA incluído. Além do valor, também o prazo derrapa, uma vez que a execução estava inicialmente prevista para o período entre 2025 e 2027.

O projeto insere-se no plano de expansão do Hospital das Forças Armadas – Polo de Lisboa e Campus da Saúde Militar, com o objetivo de acrescentar mais 31 camas às 140 já existentes.

Na área da Defesa Nacional, o Governo autorizou também “a realização de despesa para a aquisição de três aeronaves de transporte militar“, sem detalhar que equipamentos estão em causa.

Foi ainda aprovada a realização de despesa de até 4,4 milhões de euros, nos anos de 2027 e 2028, “para a aquisição de serviços de Inspeção de Fase de 300 horas de voo e ações de manutenção associadas do Sistema de Armas F-16”.

Os caças F-16 da Força Aérea encontram-se em fim de vida, com o Governo a estudar a sua substituição.

No relatório sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027, o executivo PSD/CDS-PP considera “preponderante a opção em torno da substituição da frota de caças F-16 da Força Aérea Portuguesa”, que está a ser disputada entre os norte-americanos da Lockheed Martin (que produzem os F-35 Lightning II), os suecos da Saab (Gripen E), o consórcio europeu que inclui a Airbus (caças Eurofighters Typhoon) e os franceses da Dassault Aviation (Rafale).