O estado norte-americano da Flórida executou esta terça-feira um homem de 63 anos que se encontrava preso e que tinha assassinado o colega de cela com o objetivo declarado de ser condenado à morte, de acordo com a Associated Press.

James Robertson tinha 17 anos quando, em 1980, foi preso por roubo e agressão. Desde então, toda a sua vida foi passada no sistema prisional norte-americano: entre tentativas de fuga, agressões e posse de armas dentro da prisão, foi sistematicamente condenado a novas penas que prolongaram muito significativamente o seu tempo de prisão.

Convencido de que iria passar o resto da sua vida atrás das grades, tomou a decisão radical de fazer o que fosse necessário para ser condenado à pena de morte. Em 2008, assassinou o seu colega de cela, Frank Hart, que estava a uma semana de completar a sua pena de prisão, estrangulando-o durante a noite.

Na sequência do homicídio, Robertson foi condenado à morte. Quase 18 anos depois do crime, o norte-americano foi executado esta terça-feira, aos 63 anos, com recurso à injeção letal, método atualmente em uso no estado da Flórida, e o óbito foi declarado apenas dez minutos depois da injeção.

A execução de Robertson surge numa altura em que a discussão em torno da pena de morte tem merecido grande atenção nos Estados Unidos, devido a dois casos: a execução falhada de Christa Pike e a vontade do Governo norte-americano de transmitir em direto a execução por fuzilamento de um ex-militar.

Pike, que estava há 30 anos no corredor da morte, sobreviveu no final de setembro a duas doses da injeção letal no estado norte-americano do Tennessee, sendo transportada em estado crítico para o hospital. O caso levou à suspensão das execuções naquele estado e à abertura de um inquérito.

Noutro caso, o exército norte-americano está a planear transmitir em direto a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, um ex-militar que em 2009 matou 13 pessoas numa base militar no Texas. A realização de uma execução com caráter público foi defendida pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, e motivou uma onda de condenações a nível internacional.