A Área Metropolitana do Porto (AMP) desenvolveu mais de 9.000 iniciativas no âmbito do programa para as comunidades desfavorecidas, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), segundo dados oficiais.
De acordo com dados da Área Metropolitana do Porto, “no total, foram concretizadas 264 operações, promovidas por 55 entidades, abrangendo os 17 municípios da Área Metropolitana do Porto e diferentes áreas de intervenção, como a saúde e o envelhecimento ativo, a educação e a formação, a cultura, a participação comunitária, a inclusão digital, a capacitação das instituições e a inovação social”.
“As iniciativas incluíram também a qualificação de equipamentos, serviços e espaços, contribuindo para criar ou melhorar respostas destinadas às comunidades”, segundo a AMP.
O balanço é apresentado esta quinta-feira no Encontro “Lisboa e Porto: Duas Metrópoles, Transformar Territórios”, que decorre no LX Factory, em Lisboa.
De acordo com a entidade, “no conjunto dos projetos, foram registadas mais de 1,2 milhões de participações, situações de apoio ou beneficiações“, esclarecendo a AMP que o número “traduz a dimensão da intervenção realizada, mas não corresponde a 1,2 milhões de pessoas, uma vez que a mesma pessoa pode ter participado em várias atividades ou beneficiado de mais do que uma resposta”.
“Os dados disponíveis por idade mostram que as iniciativas abrangeram diferentes gerações: 50.424 participações foram de pessoas com menos de 25 anos, 49.125 entre os 25 e os 64 anos e 116.286 com 65 ou mais anos“, segundo a AMP, que vinca que “a presença significativa da população sénior reflete a importância de respostas relacionadas com o envelhecimento ativo, a saúde, o combate ao isolamento e a participação na comunidade”.
Por área, a “da saúde, qualidade de vida e segurança concentrou a maior parte da intervenção no âmbito das Operações Integradas em Comunidades Desfavorecidas, com cerca de 5.900 iniciativas num total de 9.224 atividades, o equivalente a 64% do total”.
“Destacam-se quase 4.000 iniciativas destinadas a combater o isolamento e a promover um envelhecimento mais ativo e saudável”, assinala a entidade liderada por Pedro Duarte, tendo sido também realizadas “cerca de 1.430 ações de promoção e educação para a saúde, além de cerca de 500 iniciativas relacionadas com a prevenção e o combate aos comportamentos aditivos e às dependências”.
Foram também desenvolvidas pela AMP “cerca de 700 iniciativas de educação para a cidadania e mais de 700 ações de formação dirigidas à população em idade ativa“, e “os projetos destinados a promover o sucesso educativo chegaram a mais de 118 mil pessoas da população escolar, através de iniciativas dirigidas a crianças e jovens e às comunidades educativas”.
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Já os projetos de animação e criação cultural, artística e artesanal “registaram mais de 193 mil beneficiações, levando atividades culturais e criativas às comunidades”, incluindo-se ainda “projetos de inovação social, inclusão e desenvolvimento de competências digitais, bem como ações de formação dirigidas a associações, instituições e serviços públicos e sociais”.
“No conjunto, os projetos procuraram responder a diferentes necessidades das comunidades, desde o combate ao isolamento e a promoção da saúde à educação, formação, cultura e inclusão digital”, segundo a AMP.
Financiadas pelo PRR, estas intervenções procuraram responder a diferentes necessidades identificadas nos territórios, aproximando serviços, oportunidades e atividades das populações.