O secretário-geral do JPP, Élvio Sousa, considerou este domingo inadmissível que ainda existam cidadãos, na Madeira, à espera de consultas, exames ou cirurgias há mais de cinco anos, criticando o Governo Regional (PSD/CDS-PP). “É inadmissível que, em pleno século XXI, existam cidadãos à espera há mais de cinco anos por uma consulta, um exame ou uma intervenção cirúrgica”, afirma Élvio Sousa, numa nota enviada às redações.
No comunicado, o JPP assinala que o partido tem conhecimento de situações “particularmente preocupantes” de “pessoas que vivem com dores permanentes, limitações físicas e doenças que comprometem a sua autonomia e qualidade de vida”. Esta situação “demonstra a incapacidade do Governo Regional PSD/CDS em garantir uma resposta atempada às necessidades dos madeirenses”, acrescenta o partido.
“Há madeirenses que, por não terem sido operados em tempo útil, acabaram por perder a capacidade de trabalhar. Outros vivem diariamente com sofrimento, ansiedade e incerteza, sem saber quando terão acesso aos tratamentos de que necessitam”, refere Élvio Sousa.
O secretário-geral do JPP, o maior partido da oposição na Assembleia Legislativa Regional, alerta para “a falta de transparência no acompanhamento dos utentes” apontando que “a Madeira é a única região do país onde os cidadãos não conseguem conhecer nem acompanhar a sua posição nas listas de espera para consultas, exames e cirurgias”. “Perante esta realidade, o JPP defende uma profunda melhoria da organização e da gestão do Serviço Regional de Saúde, assente na valorização dos profissionais, no aumento da produtividade dos serviços, no combate ao desperdício e numa articulação transparente, regulada e auditável com os prestadores dos setores privado e social”, lê-se na nota.
O partido propõe a criação de uma Carta de Diretos dos utentes em lista de espera, tendo por objetivo “reforçar a transparência e salvaguardar os direitos dos cidadãos que aguardam por cuidados de saúde”.
O JPP defende a criação de um sistema que permite a cada utente conhecer a prioridade clínica que lhe foi atribuída e o prazo previsível para receber uma resposta.